Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

Quantos passos daremos em 2017.

Em 2017 seguiremos com tantas luzes à nossa frente, quantas oportunidades, possibilidades, verdades, vitórias, saltos, chamegos...ufa, muito para um ano. Pouco para uma vida. Desejar isso a outrem é acreditar que realmente somos capazes de conseguirmos. E isso já é um grande passo. Todos daremos ele.


20/12/2016 às 09:05

O ano de 1986 ficou marcado pela visita de um fato ilustre, a passagem do Cometa de Halley. O cometa, descoberto pela astrônomo britânico Edmond Halley, costuma dar seus ares em nosso planeta a cada 76 anos.

O fato agitou não apenas o mundo inteiro, mas principalmente nosso país, e não era incomum as entrevistas especiais sobre o famoso corpo celeste.

Em uma delas, Caetano Veloso, ao lado de sua mãe, Dona Canô, que nascera em 1907, três anos antes da última passagem do cometa, em 1910, ouviu a seguinte pergunta: “Como vocês esperam ver o Cometa de Halley?”

Dona Canô não titubeou e respondeu: ‘Vivos’.

Em Fortaleza, meu avô Felipe, também nascido, assim como Dona Canô, em 1907, em conversa com meu tio Evandro, afirmou que não iria ver o cometa.

Por já ser quase octagenário, presumindo algo obscuro naquela afirmação, meu tio o retrucou:”Que é isso Seo Felipe, o senhor vai viver muito ainda”.

Meu vô foi rápido na resposta: “Mas quem está falando que eu não vou estar vivo durante a sua passagem? Só não irei ver o cometa porque costumo dormir cedo, e ele deve passar muito tarde. Estarei ‘vivíssimo’”. Meu tio suspirou aliviado.

Todos eles viveram intensamente 1986, no caso do meu avô seu ano derradeiro. Se tornou imortal em 1º de junho de 1987.

Pois é, 30 anos depois, as respostas da doce baiana e de meu pitoresco avô cearense resumem também 2016.

Passamos por ele e estamos ‘vivos’.

Tantas coisas aconteceram.

Muitas delas não tão boas.

Quantas perdas foram tão sofridas.

As dificuldades com as quais tantos de nós nos deparamos e as enfrentamos uma a uma. Ultrapassamos por todas e estamos vivos.

Algumas vezes meio baqueados, com alguns arranhões e torções.

E isto tudo nos tornam vencedores plenos, invencíveis para o que vem pela frente.

Não costumo ser das pessoas mais otimistas, aliás, muito pelo contrário.

Ainda teimo em cair em poças rasas, achando que posso me afogar em todas elas. Uma bobagem, ainda que não saiba nadar rs rs.

O que me faz seguir em frente?

A crença de que quanto mais caminhar, mais rápido o vento irá me secar plenamente.

Até as próximos poças. E assim o ciclo se reinicia.

Em 2017 seguiremos com tantas luzes à nossa frente, quantas oportunidades, possibilidades, verdades, vitórias, saltos, chamegos...ufa, muito para um ano. Pouco para uma vida.

Desejar isso a outrem é acreditar que realmente somos capazes de conseguirmos. E isso já é um grande passo. Todos daremos ele.

O melhor para você, seus amigos e entes.

Fique com Deus.

Grande abraço

José Renato


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