Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

Amamentação: hoje o recado vai para as grávidas de primeira viagem

Por Mariane Cruz


20/06/2016 às 15:12

Li um dia desses uma matéria sobre a falta de incentivo dos médicos sobre a amamentação para as mães de primeira viagem, durante o pré-natal. Parei pra pensar e me vi ali.

Eu fiz o pré-natal antes mesmo de descobrir minha gravidez. Comecei pra me preparar para engravidar mas já estava grávida de cinco semanas. E nas mais de 8 consultas, o assunto amamentação nunca apareceu nas minhas conversas com o obstetra. Não sei dizer o porquê. Talvez por acreditar que a amamentação era uma coisa tão natural quanto abrir os olhos.

Talvez esse tenha sido o único defeito do meu médico, na minha opinião. Não falar sobre amamentação.

Não sei se o fato de ele ser homem influenciou, embora eu prefira os médicos ginecologistas homens (não tive boas experiências com as mulheres).

O fato é que a falta dessa conversa e dos possíveis problemas que eu poderia ter durante a amamentação fizeram falta quando Nicolas chegou.

Senti falta de orientação tanto no pré-natal quanto na maternidade. A enfermeira que me atendeu não me orientava. Só apertava meu peito, via que tinha leite e colocava o Nicolas lá.

O peito feriu dois dias depois do parto. A dor é indescritível, algo como se alguém enfiasse uma faca no seu mamilo. E o bebê só quer leite. Seu peito ali, ferido. Como é que faz?

Meu namorado insistia pra que eu desse leite artificial mas resisti bravamente (risos). Estava decidida a amamentar mesmo que a dor fosse insuportável.

Resolvi procurar ajuda porque sabia que tinha alguma coisa errada. Não era possível. Tanta mulher amamenta tranquilamente, conversando, por que eu estou sentindo dor?

Fui no Banco de Leite localizado atrás da maternidade Dona Lindu e encontrei a salvação pra mim e meu filhote. A pega estava errada. Além disso, Nicolas mamava, adormecia e mordia meu mamilo.

As enfermeiras me ensinaram a amamentar. Me mostraram as várias posições para eu adaptar e consegui amamentar o Nicolas até o sexto mês. Lá, elas ensinam técnicas de ordenha (pensei que só usaria esse verbo quando me referisse às vacas), fazem o acompanhamento do peso do bebê e orientam sobre os benefícios da amamentação.  

De quebra, ainda consegui doar leite algumas vezes também.

O desmame foi muito natural mas se eu não tivesse procurado ajuda talvez tivesse desistido logo no início porque a livre demanda é só para as fortes.

Não sei de onde tiraram que os bebês mamam de três em três horas. Essa fase só chegou com a introdução do leite artificial. Comigo, o curumim nunca aguentou intervalo de três horas. Tinha noites que pedia de 1h30 em 1h30. Haja sonoooo.

Enfim, os benefícios da amamentação não são nenhuma novidade mas a falta de orientação é uma realidade.

Portanto, grávidas de primeira viagem: puxem esse assunto com seus médicos e se informem. Vai fazer bem pra você e pro seu bebê.

Boa sorte!


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