Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

Escola não é lugar de criança doente

Por Mariane Cruz Com a ida do Nicolas para a escola, vi como é comum as mães levarem os filhos doentes para o ambiente escolar. Muitas vezes sem ter com quem deixá-lo, elas prejudicam o filho e os demais coleguinhas.


22/11/2016 às 13:12

Por Mariane Cruz

Desde que Nicolas começou a estudar, esse ano, não tivemos mais sossego em relação à saúde dele. No fim da primeira semana de aula já veio a febre. Gripe, garganta inflamada, catarro, febre, tosse. Perdi as contas de quantas vezes fomos para o pronto-socorro e pediatra. Perdi as contas de quanto gastei com remédio e quantas noites passei em claro. Eu e o pai dele.

Tentei remédio para fortalecer a imunidade, homeopatia, vitamina, etc. Emendava uma gripe na outra. Só tivemos descanso durante o recesso escolar do meio do ano. A pediatra dele até sugeriu que mudássemos de escola e considerei exagero. Até que em um mês ele precisou tomar antibiótico duas vezes e 15 dias depois apareceu febril de novo. Pensei e disse: chega! Não dá mais. Ano que vem, ele volta. Precisamos de descanso.

Sei que nem todas as mães podem tomar essa decisão, mas se eu posso, por que não? A escola em que ele estuda é muito boa. Ele evoluiu bastante nesse período. Mas como toda escola tem suas vantagens e desvantagens. A mais grave, na minha opinião é aceitar crianças doentes no meio das crianças saudáveis. Já vi coleguinhas dele com febre, tosse e nariz escorrendo na sala de aula. Tive vontade de voltar com ele mas o deixei lá. Alguns dias depois, era ele que estava doente.

Pelo que percebo, isso é uma prática comum das escolas: aceitar crianças doentes. Se forem crianças maiores, acho até que não tem tanto problema, mas as do maternal não. Elas são muito frágeis. O sistema imunológico está em formação. Melhor evitar, não é mesmo?

Andei lendo que em alguns países, as escolas proíbem que crianças doentes entrem na escola. Chegam a perguntar, no ato da matrícula, sobre um plano B caso a criança adoeça, com quem ela pode ficar, como é o caso de Cingapura.

É falta de amor com o próprio filho tirá-lo de casa durante uma febre. Eles ficam molinhos, quietos, como vão acompanhar as atividades da escola? Sem falar na falta de consideração com as outras crianças e pais.

Como por aqui as regras não devem mudar, vamos sonhar em morar em Cingapura. Quem me acompanha?

 


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