Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

O prazer e o lado B da maternidade

Tenho procurado me policiar quando alguém me pergunta sobre ser mãe. “É muita responsabilidade, a vida muda, vira de cabeça pra baixo, você passa a ter horários delimitados, medos que antes não tinha, etc, etc”, é a resposta que dou. Até minha irmã me chamar atenção. “Para de falar isso. Vai assustar quem ainda não tem filho”, me repreendeu. “Mas as pessoas não falam essa parte. Dizem que é tudo lindo. E não é”, retruquei.


17/05/2016 às 11:18

Por Mariane Cruz

Tenho procurado me policiar quando alguém me pergunta sobre ser mãe. “É muita responsabilidade, a vida muda, vira de cabeça pra baixo, você passa a ter horários delimitados, medos que antes não tinha, etc, etc”, é a resposta que dou. Até minha irmã me chamar atenção. “Para de falar isso. Vai assustar quem ainda não tem filho”, me repreendeu. “Mas as pessoas não falam essa parte. Dizem que é tudo lindo. E não é”, retruquei.

Pode parecer que sou uma péssima mãe quando falo isso, mas não. Me esforço pra ser a melhor mãe que o Nicolas poderia ter. Alguém de quem ele tenha orgulho de falar quando perguntarem quem é a mãe dele. Alguém de quem ele se emocione só de pensar, como me emociono quando penso no meu pai e na minha mãe.

O problema é que as pessoas não querem falar disso. E é sim, necessário falar. Confesso que até tentaram me alertar antes de eu pensar em engravidar, mas eu pensava: “todo mundo tem filho e não morre. Devem estar exagerando”. Ledo engano. Na prática, a maternidade é bem puxaaaaada! Eu, por exemplo, aprendi a cozinhar e lavar roupa só depois que Nicolas nasceu. E ele gosta da comida da mamãe aqui. Reclama quando compro na rua.

Minha rotina mudou completamente. As viagens a trabalho cessaram, tenho horário para chegar em casa e a dependência da família é uma necessidade. O pai ajuda muito e ainda bem que posso contar com os avós. Senão eu estaria perdida.

E antes que me perguntem qual a opinião sobre a maternidade, respondo: tenha um filho. É muito bom passar por essa experiência. Acompanhar a evolução de uma pessoinha que é sua, que você pode ajudar a educar, ensinar tanta coisa, mostrar as coisas boas e simples da vida e amar de uma forma que você nunca imaginou antes... mas que dá trabalho, dá.


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