Quarta-feira, 03 de Junho de 2020

Desse jeito...

No Turismo, o estrago do novo coronavírus será de dimensões significativas. O que também ocorrerá em outras áreas da economia mundial.


29/02/2020 às 12:51

No fim da tarde da última sexta-feira, 28 de fevereiro, a empresa organizadora da International Travel Borse (ITB), em conjunto com o Ministério da Saúde da Alemanha, cancelaram o evento, o maior e mais profissional da Europa e um dos maiores, senão o maior, do planeta.

O que é de se estranhar é que a montagem dos estandes e áreas de negócio já estava na fase de finalização, já que o ITB teria início na próxima quarta-feira, dia 3 de março, em Berlin, onde é um sucesso há 4 décadas e reúne os mais diferentes profissionais do turismo mundial, para business.

Hotéis reservados, passagens compradas, expectativas de receita na cosmopolita Berlin... a cidade vai amargar um prejuízo. Essa “última hora” não tem a cara da sempre precisa e eficaz organização alemã! O motivo? O avanço do covid-19, o novo coronavírus, sobre aquele continente.

A situação serve de retrato para ilustrar o que acontece agora no turismo mundial: o impacto é grande e imprevisível! Não se sabe quando isso acaba e qual será o tamanho do prejuízo! Qualquer prognóstico divulgado por “especialistas” será baseado em chutômetro, pelo menos no momento. É preciso esperar o comportamento do vírus nos diferentes continentes da Terra para se tentar prever alguma coisa.

Há hotéis em quarentena na Áustria e na Espanha. Como fica a Olimpíada de Tóquio, um dos países que pode ser fortemente atingido, pela proximidade com a China e a Coreia do Sul, que já registra muitos casos? Isso não dá pra saber!  Por enquanto, tudo é absolutamente uma incógnita. O que se sabe é que o impacto está sendo grande.

Passei a semana inteira lendo, ouvindo e assistindo às entrevistas de especialistas da área de saúde pública  sobre a matéria e até eles estão sem ter muito o que dizer. O nível de letalidade é pequeno - 2% - se comparado a outros coronavírus, e se tem a informação que ele se propaga bem no frio e na baixa umidade.

Mas e no calor e na alta umidade? Não dá pra dizer ainda... especula-se que ele seja menos resistente em condições de verão tropical, mas ele pode se adaptar. Ou seja: é necessário observar e acompanhar o comportamento!

O Brasil registrou na última quarta-feira o primeiro caso confirmado da doença, em um cidadão que veio da Itália! É também o primeiro paciente com diagnóstico positivo em toda a América. Como será? Ninguém sabe ainda!

Mas, no Turismo, o estrago será de dimensões significativas. O que também ocorrerá em outras áreas da economia mundial.

Meu celular não parou de apitar, recebendo mensagens sobre curas milagrosas, ou tragédias de gente caindo dura na rua, livros de especialistas com formas eficazes de evitar o contágio: tudo mentira, tudo fake news, espalhadas numa proporção irritante pelas mídias  sociais e que só fazem mal à rede de controle da doença!

Nem tudo, ou melhor, quase nada que chega via WhatsApp ou Telegram é verdade. “Espalhe antes que apaguem”, “isso a tv não mostra”, “o diretor do hospital geral de Nairóbi ou de Nova Iorque” ou “os cientistas não contavam com essa saída” são apenas termos introdutórios de mentiras e quando você as espalha, mesmo que de boa vontade, você prejudica a coletividade!

E de boa vontade o inferno está cheio! Informação confiável vem de sites oficiais do Ministério da Saúde e da Anvisa, ou de veículos de comunicação estabelecidos. Colabore com seu país, com seu estado, com sua cidade e com o planeta: não compartilhe informações falsas, mesmo que você considere que elas fazem sentido! Informe-se. #Pensa


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