Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Parados

Artigos de Domingo, 20 de Novembro de 2016


19/11/2016 às 00:00

Manaus, quinta-feira, 17 de novembro de 2016, 8 h 40 da manhã. No terminal de ônibus conhecido como T1, na Av. Constantino Nery, mais de 400 ônibus do transporte público paralisaram suas atividades, ocupando grande extensão da via, assim como a Leonardo Malcher e outras ruas do entorno. Duzentas e cinquenta mil pessoas, usuárias do sistema, foram deixadas no meio do caminho. E chovia torrencialmente!

O motivo? As medidas de combate aos assaltos em coletivos, anunciadas pela Secretaria de Segurança, segundo o Sindicato.  E o movimento aconteceu na mesma semana em que uma desembargadora do TRT concedeu liminar, na terça-feira, dia 15 de novmebro, proibindo qualquer tipo de paralização. E num momento em que se aguarda uma decisão final sobre o possível aumento da tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,54.

E o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Manaus, que elegeu um vereador para a próxima legislatura, já anunciou nova paralização para amanhã, segunda-feira, dessa vez por questões salariais. O presidente da instituição, que é irmão do parlamentar eleito, chegou a afirmar que as paralizações serão semanais, com a participação de outras categorias, a exemplo dos taxistas.

A cidade ficou um caos, intransitável! A Prefeitura não publicou nota. O posicionamento mais oficial que se pode obter sobre o ocorrido foi do Sinetram, declarando que comunicará a situação à Justiça. E pra piorar, chovia torrencialmente, como há muito não se via. Onze circuitos alimentadores foram desligados pelo temporal, e deixaram São Raimundo, Glória, Centro, Ponta Negra, Dom Pedro, Distrito Industrial, Educandos e Tancredo Neves sem energia elétrica.

No Centro, as esquinas da Eduardo Ribeiro, recém reformada, alagaram, acumulando água de uma esquina à outra de algumas das perpendiculares àquela avenida. O estrago foi tanto que mesmo horas depois do final da chuva podia se ver os lagos formados. Até o novo calçamento foi impactado, e deixou várias pedras soltas ao longo da via. Tudo parecia conspirar contra. Numa hora dessas, a quem se recorre? Que tem que tomar uma providência? De quem é a autoridade e a responsabilidade?

Talvez a única notícia boa tenha chegado mais cedo, naquele dia, por conta do lapso de duas horas entre nós e o Sudeste, provocado pelo horário de verão. Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, foi preso pela Polícia Federal, cumprindo mandato de duas operações. Uma delas investiga mesadas de mais de R$ 700 mil, mensais, que o ex-governador teria recebido por obras realizadas durante sua gestão, além de uma propina milionária por conta da reforma do Maracanã para a Copa de 2014. Cabral era o segundo govenador preso na semana. O primeiro havia sido Anthony Garotinho, na véspera.

No Rio, que parece um caos total, bem pior que o de Manaus, vejo esperanças. Quando tudo chega ao fundo do poço, esses grandes “expurgos” acabam por se configurar numa solução, renovando o poder e dando nova direção. Torço que as prisões não parem por ali! #Pensa


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