Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022

Perdas e Danos

Seguimos assim, já apresentando as avarias do tempo de desgaste e sem perspectivas de uma reviravolta.


17/04/2021 às 09:15

Um ano e um mês de pandemia e é inevitável aparecerem os sinais de cansaço emocional, psicológico, nem sei precisar qual seria o termo mais correto. Um ano lutando para permanecer vivo e para ter vivos aqueles a quem amamos. Um ano de altos e baixos, de fechamentos e de reaberturas, de muitas perdas, de ter que lidar diariamente com os conflitos de quem tem opiniões e comportamentos diametralmente opostos aos seus... não foi e nem nem tem sido nada fácil! 

Os sinais de cansaço e esgotamento começam a ficar muito aparentes. A paciência vai embora mais rápido, é difícil encontrar inspiração para escrever, raros são os momentos em que ficamos realmente à vontade, relaxados e confiantes! E tudo isso em meio àqueles que ignoram a realidade e insistem em descumprir completamente os protocolos de segurança e em negar os fatos científicos. Acaba surgindo um misto de raiva e de desespero que não nos levará a lugar algum. Nós precisaríamos estar unidos em torno de um só objetivo: ultrapassar o mais rápido tudo isso com o menor número de perdas possíveis. Mas estamos divididos e não há muitas perspectivas de união. E não adianta perguntar como chegamos até aqui, porque encontrar a resposta não nos garante o caminho da saída.

Eu confesso a vocês que a coisa que eu mais tenho vontade de fazer é viajar. Mas a minha vontade logo lembra que é uma pandemia, é mundial, e que eu não poderia entrar em muitos lugares. E que àqueles que eu tiver acesso os problemas serão os mesmos, apenas num ambiente menos familiar. Eu até viajei nesse período pandêmico - Barcelos e Brasília - mas não era como eu queria que fosse. Os limites eram evidentes para tudo. Não há para onde fugir!

Quanto tempo ainda será assim? No início era só em 2020... já ultrapassamos o meio de abril de 2021 e vivemos sob a ameaça de uma terceira onda de contaminações e mortes. E seguimos assim, já apresentando as avarias do tempo de desgaste e sem perspectivas de uma reviravolta. O que fazer? Não sei. Tem sido muito difícil pra mim. Talvez o que me reste seja ser solidário e compreensível com o meu próximo, afinal ele também passa por tudo isso. É um momento sem muitas respostas. Talvez seja momento de fazer silêncio para ouvir as dores do outro. #Pensa


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