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Saúde para quem precisa!

Crônicas de Domingo - 03 de Março de 2019 03/03/2019 às 00:00 - Atualizado em 03/03/2019 às 09:49
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A semana passou nervosa e o assunto não foi outro que não a saúde pública. Quatorze mortes causadas pelo vírus H1N1 em 2019, entre capital e interior amazonense. Só este ano, Manaus já registrou 16 casos de meningite, com um óbito. E a campanha pela vacinação contra o sarampo avisa: o Amazonas registrou 95% dos casos confirmados no Brasil. E como se nada disso bastasse, nosso Estado tem o maior número de casos de câncer de colo de útero no país. Todos esses dados vieram à tona nos últimos dias. Alguém tem dúvidas que saúde foi o tema da semana?

Em situações como essa, as reações são as mais diversas. Muito de perplexidade, de tristeza, de justa indignação e uma infinidade de denúncias, de exigências por soluções imediatas. Mas talvez a gente deva lembrar que saúde pública não se constrói em um mês, ou em um trimestre. Saúde pública é consequência de uma política pública permanente, que deve trabalhar, desde a prevenção, até a rede de atendimento profilático. Nada disso é tão instantâneo assim: nem o caos, nem a transformação. Ainda mais quando se tem um histórico significativo de corrupção na área.

Creio que é desnecessário lembrar as operações Maus Caminhos, Custo Político, Estado de Emergência e Cashback, todas elas sobre desvios de verbas da saúde, ainda bem vivas na memórias dos cidadãos amazonenses. Não se constrói uma política pública de saúde eficiente, eficaz e efetiva com roubo. Nem se desmancha toda a rede de corrupção em 24 horas. Vale lembrar a dívida deixada em 2018 com os profissionais terceirizados da saúde estadual, dívida que ainda repercute até hoje. Talvez alguns dos indignados denuncistas e justiceiros, que clamam por soluções agora e já, lá atrás tenham participado do conluio que hoje querem ver resolvido! Infelizmente, tudo é possível! E as teorias conspiratórias se mostram cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Os autoproclamados mais honestos sempre merecem uma investigação detida.

Também precisamos lembrar que saúde pública é consequência de uma série de vetores, relacionados à educação, à qualidade de vida, à capacidade de consumo. A semana passou e trouxe à tona um outro dado diretamente relacionado às questões de saúde: segundo o Ibge, famílias do Amazonas possuem a terceira menor renda do país, à frente apenas de Alagoas e Maranhão! Já falamos aqui que Manaus registra a segunda maior taxa de desocupação entre as capitais brasileiras, mesmo sendo a sétima mais rica do Brasil. Precisamos de saúde, inclusive econômica e financeira! Precisamos de cura para problemas ancestrais. #Pensa