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Voltando das Férias

Artigos de Domingo - 04 de Fevereiro de 2018 04/02/2018 às 00:00 - Atualizado em 04/02/2018 às 10:53
Show cronica

Domingo magro de carnaval e a gente volta das férias meio sem assunto, parecendo que nada aconteceu de importante, a não ser os boletos de contas que chegaram para pagar. Mas pensando bem, 2018 começou com força total, repleto de acontecimentos, dizendo ao que veio. Ano de Copa do Mundo, de eleição quase que geral no País. Talvez seja o nosso péssimo habito, e clichê – diga-se de passagem, de dizer que o ano só começa do Brasil depois do Carnaval.

Trinta e cinco dias do calendário se passaram e já tivemos quatro paralisações parciais do transporte coletivo urbano de Manaus. Se considerarmos que em 2017 foram 66 paralisações ao longo de todo o ano (1 a cada 5 dias e meio), 2108 já reduziu o ritmo (1 para cada 9 dias). O ruim de tudo é que os problemas ainda são os mesmos de sempre: aumento salarial, falta de recolhimento do INSS e FGTS, que é descontado do trabalhador, etc&tal. E os empresários chorando que não tem lucro, que o sistema é deficitário…

O ano é novo mas ainda querem nos fazer engolir velhas desculpas, como se alguém fosse acreditar que empresário trabalha sem ter lucro. Essa é uma equação que eu queria entender! Mas em meio a “mais do mesmo”, a novidade foi a decisão judicial que concedeu liminar a um pedido do Ministério Público Estadual, que proíbe o aumento da tarifa do transporte público enquanto a frota não for renovada. Dos 1 mil 500 ônibus que compõem a frota, 200 têm mais de 10 anos de uso, qual seja, 13%. E olha que o último aumento de tarifa ocorrido há um ano previa a renovação.

Nova também é a implantação da Zona Azul, que já está em caráter experimental e começa a valer “dos vera” em 17 de fevereiro. A lei de criação do estacionamento rotativo é de 2012 e todo mundo torcia que ela fosse posta em prática, entre outros motivos, para nos vermos livre da extorsão feita pelos flanelinhas, muitas vezes acompanhada de ameaças e de violência. Mas parece que ficamos entre a cruz e a caldeirinha.

Cada hora parada em uma das 1.500 vagas nas ruas do centro de Manaus custará R$ 3,00 e cada vaga não poderá ser ocupada por mais de 3 horas. Do valor recolhido, por uma empresa que foi terceirizada, apenas 11% voltará aos cofres públicos, para serem empregados na melhoria do trânsito. A cada três horas serão pagos R$ 9,00, enquanto no shopping mais badalado de Manaus o custo é de R$ 7,00 pelo mesmo período – lá, em área coberta, sem flanelinha… Acabei lembrando daquela lei de estacionamento fracionado, que os shoppings tanto foram pressionados a cumprir. Será que a Zona Azul obedece? É carnaval em Manaus. Só nos resta compor uma marchinha. #Pensa