Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

Tudo é uma questão de adaptação


24/03/2016 às 15:17

Há algumas pessoas que se surpreendem com os meus novos hábitos alimentares quando saem para comer comigo. Não estranho tanto, afinal nem eu imaginava que aceitaria tão facilmente a introdução de salada e batata doce cozida e o bloqueio de porções de farofa, arroz à grega e batata frita no meu prato, principalmente no almoço, refeição tão esperada diariamente. Entre palavras de incentivo, piadinhas com o que posso ou não comer e apostas de que não vou conseguir adotar estes novos hábitos como parte de um estilo de vida há o incentivo que isso tudo acarreta, algumas vezes até oculto, que é preciso ser encarado como combustível para turbinar este desafio. Mas nem por isso deixo de ainda estar num processo de adaptação, que não é simples.

O tamanho do prato que peso no buffet dos restaurantes self-services agora não é tão diferente do anterior, mas a comida sim: arroz integral é obrigatório (já entendo o incômodo que é chegar em algum lugar e não ter esta opção), assim como tomate, palmito e cenoura. Cada dia mais me arrisco num alface e beterraba ou alguma outra novidade nesta seção (vamos com calma no julgamento, podem acreditar que o avanço é significativo!) e já passo longe de lasanha e estrogonofe, por exemplo, duas grandes (ex? eternas?) paixões.

Mas nem tudo é tão fácil. No trabalho, em casa, no encontro com amigos sempre tem um chocolate ou um biscoito rolando. Há, ainda, os convites para comer fora que agora recuso com mais frequÊncia (até porque antes era difícil recusar haha). Mas e quando bate o tédio em casa? O risco era muito para eu continuar desprevenido, então peguei a lista de compras recomendadas pela nutricionista, risquei o que não ia rolar mesmo neste início (desculpa Ana, tamo junto) e criei vergonha na cara ao me dirigir às compras de coisas que, algumas, não tinha nem ouvido falar (o que é amaranto mesmo?).

Até então, nunca tinha ido ao Pátio Gourmet, apesar de já ter ouvido da sua variedade em produtos orgânicos. Mesmo assim, não pude disfarçar minha surpresa quando entrei pela primeira vez lá, esta semana, pelo lado das frutas e legumes. Fiquei não só impressionado com a variedade de opções disponíveis para quem está tentando levar uma vida mais saudável (e a comodidade em certos casos, como ter o pimentão todo picadinho já num ponte) mas também com o preço, que não chega a ser exorbitante como tinha em mente (esse pote de pimentão, por exemplo, custa R$ 3). Sim, não é barato ser saudável, mas bem possível dentro do limite de um classe média vivendo só com o salário do mês como eu, o que derrubou uma das resistências quando o assunto era esse. Ainda bem que não passiei muito por lá, se chegasse na parte dos doces e besteiras...

Além de frutas, legumes, queijo coalho sem sal, pão francês integral, massas integrais, sal e açúcar da Linea e molhos orgânicos, me encantei com os biscoitos e barrinhas de cereais integrais por um simples motivo: sou daqueles de ficar beliscando algo ao longo de todo o dia, e precisava urgentemente achar algo que substituísse aquele bombom depois do almoço ou o biscoito do lanche pós-trampo. Como tudo que é integral foi liberado, coube aos cookies de cacau e avelã da Bauducco e Quaker esta missão de me manter saciado ao longo do dia, até agora muito bem preenchida. É tudo uma questão de encontrar alternativas saudáveis e também viáveis. Mas ainda me permito, neste início, algumas pequenas extravagâncias, como um brigadeiro aqui ou ali, mas sei que os dias estão contados. Vamos por partes, né?!

Com tudo isso, veio outra prática até então rara lá por casa e eu e a Debora começamos a cozinhar mais, preparando com calma e cuidado nossos cafés da manhã e jantares, num ritmo parceiro que até reapaixona. Uma boa dica que compartilho com vocês é montar, no domingo ainda, o cardápio da semana que entra para ter tudo planejado. Tudo isso ainda é muito novo para nós, ter tempo e disposição disponível para isso, sem contar com o cansaço físico que praticamente toma conta após a academia, mas é possível e até bem agradável. Vamos ver quais desculpas ainda tentaremos inventar pela frente. Este será, aliás, tema para o próximo post...


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