Sexta-feira, 03 de Abril de 2020

Um domingo de jazz empolgante

O dia em que conheci o Casa do Jazz e depois assisti um incrível maestro colocar a plateia do Teatro Amazonas para dançar.


10/03/2020 às 16:12

Eu aprendi a desfrutar as novas situações em minha vida com alegria.  No lugar de sorrir, comer e dançar em uma reunião familiar de domingo em Caracas, eu me emociono com uma tarde de bom Jazz em Manaus. Até porque meus familiares saíram da Venezuela e estão espalhados por diferentes países e é muito difícil estar juntos.

Me sinto afortunada por estar em Manaus no ano e mês da comemoração de dois importantes momentos do Jazz na cidade. É um gênero que adoro! Um é da 10ª edição do Festival Amazonas Jazz e o outro são os 20 anos da Amazonas Band, orquestra que gosto demais.  No caso, me confesso admiradora do regente titular da orquestra, o Rui Carvalho, de seu talento e de como ele dança.

No domingo, dia 8, conheci a Casa do Jazz, uma das intervenções culturais que forma parte da programação de comemoração para honrar o gênero. A casa está localizada ao lado do Teatro Amazonas e oferece duas salas com atividades interativas e divertidas. Uma delas, intitulada “Sala Experiência”, reproduz o ambiente do Teatro Amazonas. Com óculos de realidade virtual, eu consegui vivenciar a experiência de estar ao lado da Amazonas Jazz Band no palco, em concerto, e depois acompanhar o maestro Rui Carvalho narrando a história do surgimento do Jazz.

Ele disse no vídeo que o Jazz tem suas raízes na música de trabalhadores negros antes de 1850. Uma de suas influências mais fortes era o Blues. Contou também que, reunidos, os negros tocavam o que mais tarde foi chamada de swing. Das improvisações feitas ali surgia o Jazz. É por isso que me sinto tão feliz quando ouço Jazz, a música me transmite alegria e empolgação. É uma porta aberta para as emoções. É sentimento. É energético e dinâmico. Também é relaxante e reflexivo.

Na outra sala, chamada “Conheça o Som do Jazz”, eu vivi a ilusão de ser música. Toquei alguns instrumentos disponibilizados, aliás: fiz barulho com o saxofone, trombone, trompete e flauta transversal. Foi uma experiência divertida.

Na Casa do Jazz também estavam exibindo filmes sobre o gênero.  Porém eu preferi ir para o teatro assistir a Amazonas Jazz Band em concerto.

Maioria estrangeiros

Nesse dia, o público podia desfrutar da performance da Amazonas Jazz Band de graça. Os assentos do primeiro ao terceiro pavimento eram gratuitos, porém não ficaram lotados. No entanto, os ingressos para plateia e frisas custavam R$ 50 e acabaram. O show, organizado pela SEC, foi para recepcionar um grupo de turistas estrangeiros que chegaram em Manaus em um cruzeiro marítimo.

O maestro Rui Carvalho deu inicio ao Concerto “Welcome to Amazonas“ em inglês fluente. Interagiu com a plateia, brincou com todos e até logrou que os turistas, a maioria idosos, se levantassem das cadeiras e dançassem.  O maestro é incrível.

O repertório incluiu obras de ícones da Bossa Nova, do Samba e do Jazz. Adorei!


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