Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

Em Manaus, dermatologistas orientam as pessoas sobre a dermatite atópica

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema crônico atinge 7% da população adulta e 25% das crianças no país


25/10/2019 às 15:50

A dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de alergia caracterizado por eczema atópico. Essa doença é crônica e apresenta ressecamento da pele, erupções que coçam e crostas, em alguns casos, o indivíduo pode sentir dor e ardência na pele. Esses são os sintomas da dermatite atópica, uma doença diagnosticada a partir da análise clínica e do histórico familiar.

Para a dermatologista, Dra. Marina Abinader, no caso de dermatite atópica os sintomas costumam variar, por se tratar de uma inflamação na pele que vai e volta, pode haver intervalo de meses ou até anos de uma crise para outra. “Trata-se de um “defeito” na camada que protege a pele, barreira cutânea, com ausência de algumas proteínas ou mutação na expressão gênica, que levam a quadros recorrentes de vermelhidão, descamação, ressecamento intenso e muita coceira”, cita a especialista. 

Esse tipo de alergia não é contagiosa e ao esbarrar-se em outra pessoa não ocorre o risco de transmissão. Em alguns casos, a dermatite pode vir acompanhada de outras complicações como asma, rinite alérgica, entre outras.  

A dermatologista, fala sobre a probabilidade das crianças apresentarem sinais das doenças quando os pais apresentam o problema. “Quando um dos pais têm problemas alérgicos como rinite, dermatite atópica e/ou conjuntivite alérgica, os filhos têm até 35% de probabilidade de ter sinais da doença, podendo chegar até 80% quando ambos os genitores têm manifestações alérgicas”, explica.

Muitas pessoas desconhecem a doença e por falta de informação acabam pensando que podem se infectar ao esbarrar-se com as pessoas que estão sofrendo com o problema. Por isso é tão importante entender sobre o que se trata a doença e seus principais sintomas. 

A dermatite atópica pode ser dividida em três estágios (fase infantil, pré-puberal e adulta), e muda conforme a fase da doença. “Os mais prejudicados e acometidos são crianças, cujos sinais e sintomas costumam aparecer até os 4 anos de idade, podendo se resolver na puberdade ou tornarem-se persistentes na idade adulta”, pontua a dermatologista.

Para o controle da doença, algumas medidas devem ser tomadas para a redução da inflamação e prevenção das recorrências. Devido ao ressecamento da pele, o uso de alguns emolientes (cremes hidratantes), são fundamentais, isso porque a hidratação da pele é necessária para aliviar os sintomas. 

A dermatologista esclarece que deve ser evitado o uso de produtos que possam aumentar a alergia, bem como, sabonetes com perfume e produtos de limpeza. “Por se tratar de uma pele primordialmente com problemas na hidratação, várias substâncias e situações sensibilizantes, como uso de sabões, exposição a poeiras, ácaros, fungos e até tecidos (roupas) inapropriadas podem fazer coçar e piorar a pele reativa (angryskin)”, finaliza a Dra. Marina Abinader. 

Para os casos de dermatite atópica o mais indicado é tomar banho com água morna, pois a banho quente resseca ainda mais a região afetada pela doença. O tratamento da dermatite atópica é feito através do uso de medicamentos aplicados diretamente na área afetada ou no couro cabeludo, o uso de anti-histamínicos por via oral também pode ajudar com a coceira que acompanha essa doença. 

Para a médica Dra. Marina Abinader, alguns testes já estão sendo feito para detectar a presença da doença. “Existem testes que podem esclarecer e nortear algumas causas dessas hiperatividades e ressecamentos importantes, são chamados de Prick Teste, cujos resultados são imediatos, após 20 minutos da aplicação.  O Atopy Patch teste, quando as lesões são crônicas e cuja maior suspeita seja alimentar cronificando as lesões”, pontua. 

Os testes devem ser aplicados em ambientes médicos, sob a supervisão de um especialista treinado e capacitado a correlacionar com os sinais e sintomas. “E os testes sanguíneos, conhecidos como RAST ou Immunocap, onde pesquisamos imunoglobulinas IgE específicas a alérgenos”, finaliza a dermatologista. 

Lembre-se! É preciso seguir à risca todas as orientações feitas pelo médico dermatologista, também não é aconselhado automedicar-se ou interromper o tratamento sem antes consultar um especialista. Se deseja marcar uma consulta com a Dra. Marina Abinader, clique aqui.

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