Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020
RAIO X

Amazonas redobra atenção com grupo de risco para o novo coronavírus

Maior preocupação tem sido com idosos, não só porque eles têm o sistema imunológico mais frágil, como também por muitos serem hipertensos ou diabéticos, por exemplo



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29/03/2020 às 16:07

A confirmação da primeira morte causada pelo novo coronavírus no Amazonas elevou o sinal de alerta frente à letalidade do vírus em pessoas que pertencem ao grupo de risco. No caso da primeira morte registrada no Estado, o empresário Geraldo Sávio, 49, tinha hipertensão arterial e teve parada cardiorrespiratória antes de falecer no Hospital Delphina Aziz, Zona Norte de Manaus, onde estava internado desde o último sábado (21).

Além dos hipertensos, faz parte do grupo de risco também os idosos, os diabéticos, as pessoas que têm doenças renais, que fumam ou que têm doenças crônicas como diabetes e hipertensão, sem contar aqueles que têm doenças que comprometam o sistema imunológico, como as que receberam transplante de órgãos ou que estão em tratamento de câncer. Todos podem desenvolver a forma mais grave do covid-19 e precisar de tratamento médico intensivo.



A essa altura da pandemia não há embasamento que sustente que os mais infectados pelo novo coronavírus sejam os idosos. No Amazonas, dos 54 casos confirmados (em boletim divulgado ontem), a maior parte dos pacientes está na faixa entre 30 e 40 anos, segundo a diretora-presidente da Fundação de Vigilância Saúde (FVS), Rosemary Pinto.

Além de autoridades, políticos e quatro casos envolvendo profissionais da saúde, há também nesse grupo uma criança de 10 anos e dois idosos, um de 70 e outro de 80 anos. Entre os pacientes mais jovens, cerca de 80% apresentaram sintomas leves ou sintoma nenhum. No entanto, como são transmissores, apresentam um risco maior às pessoas mais expostas a complicações e morte - o que explica o porquê do isolamento social geral estar sendo uma recomendação unânime entre especialistas do mundo inteiro.

“A maioria tem apresentado sintomas leves e estão se recuperando em casa. Há um paciente internados na rede privada e dois no Delphina Aziz. A primeira paciente confirmada [a mulher que veio de Londres] já é considerada curada. O segundo caso confirmado "está quase lá”, disse Rosemary antes da confirmação da primeira morte no Estado na noite da última terça-feira (24).

Nesse cenário pandêmico, a preocupação maior tem sido com os idosos, não só porque eles têm o sistema imunológico mais frágil, por conta da idade, como também por muitos serem hipertensos ou diabéticos, por exemplo. Uma combinação que pode ser letal numa possível infeção pelo novo coronavírus.

Em um universo de mais de 20 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Amazonas vivem 390 mil idosos, sendo 237 mil delas somente em Manaus, o que representa 11,1% da população da capital amazonense.

Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 (os dados atualizados, realizada entre agosto de 2019 e março deste ano serão divulgados nos próximos meses), havia 40 mil pessoas de 18 anos ou mais diagnosticadas com alguma doença do coração, 127 mil pessoas diagnosticadas com asma e 18 mil pessoas diagnosticadas com câncer.

Em dados mais atuais, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) atendeu, em 2020, 31.946 hipertensos e 16.776 diabéticos.

Vacinação em domicílio

Uma das medidas adotadas para evitar a circulação de idosos em Manaus foi a realização da campanha de vacinação contra a influenza (gripe) desse ano ser feita em domicílio. Segundo Semsa, a meta é imunizar 111.669 idosos a partir de 60 anos.

“Para os idosos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família, as equipes seguirão os cadastros individuais já existentes. Os que não são acompanhados deverão se cadastrar no site e preencher as informações do idoso a ser vacinado (CPF, data de nascimento, telefone para contato e nome completo). Na etapa seguinte deverão ser indicados os dados de endereço completo, como CEP e ponto de referência”, explicou o titular da Semsa, Marcelo Magaldi.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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