Domingo, 07 de Março de 2021
ESPERANÇA RENOVADA

Amazonenses vivem expectativa pelo início da vacinação contra a Covid-19

Aprovação das vacinas CoronaVac e Oxford reacenderam a esperança de um possível retorno ao 'antigo normal' após a vacinação, prevista para ter início na semana que vem



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17/01/2021 às 15:39

A aprovação do uso emergencial da Coronavac pela área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no final da manhã deste domingo (17), reforça ainda mais as expectativas da tão esperada imunização entre os amazonenses.

O ministro Eduardo Pazuello confirmou, na tarde deste domingo (17), que a vacinação começará simultaneamente em todo país. Com isso, a vacinação está prevista para começar às 9h de quarta-feira (20). A Prefeitura Municipal de Manaus confirmou que já tem um plano de vacinação municipal, mas aguarda as diretrizes do Ministério da Saúde.



A arquiteta e urbanista, Marcia Christofoli, espera que os representantes do Governo Federal levem em consideração a situação em que o país e, principalmente, Manaus, enfrenta.

“Minha expectativa é de que a política seja deixada de lado  e que não interfira na análise técnica em especial da vacina da Coronavac. A situação em nossa cidade de fato é alarmante, não vou aqui entrar no mérito de tudo que poderia ter sido feito de diferente pra que a nossa realidade fosse outra. Não acho nem que seja questão de prioridade, nesse momento receber a imunização é questão de extrema necessidade em nossa cidade”, contou Christofoli.

Eficácia

A eficácia da Coronavac anunciada nesta manhã pelo gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, é de 50,39%, índice vai de encontro com o anunciado pelo Instituto Butantan (50,38%). Ou seja, de 100 pessoas vacinadas que tiveram contato com o vírus, 50,39% não vão manifestar a doença.

Para o analista de garantia de qualidade, Rodrigo Silva, este índice só aumentam a segurança em confiar na Coronavac.


Foto: Arquivo Pessoal

“A expectativa é que a Anvisa aprove o uso emergencial da vacina no Brasil, acredito que essa solicitação feita pelas fabricantes é válida, e apesar de ser em caráter emergencial, ainda assim há uma intensa investigação documental em relação ao registro do medicamento, as boas práticas de fabricação e farmacovigilância, logo mesmo em caráter emergencial a segurança do uso da vacina será garantida pela agência reguladora, e a esperança é que a vacinação comece o mais breve possível”, comentou Silva.

Legado

A farmacêutica Verônica Crispim também acredita no legado do Instituto Butantan - responsável pelos estudos e fabricação da vacina em parceria com a Sinovac.

“O Instituto Butantan é uma instituição centenária, com ampla experiência em testes clínicos e registro de imunobiológicos na Anvisa. Isso leva a crer que a vacina foi submetida à análise pois preenche todos os requisitos para a aprovação”, declarou Crispim.


Para Verônica, a atuação do Butantan foi fundamental para a vacinação. Foto: Arquivo Pessoal

Verônica Crispim ainda ressalta que a imunização deve começar o quanto antes por conta da crise de oxigênio e a nova variante descoberta na capital amazonense.

“Os eventos recentes mostraram que, devido a diversos fatores, como problemas logísticos intrísecos da localização geográfica, baixa capacidade de produção de insumos para saúde, e o próprio comportamento da população, a nossa cidade é a capital mais vulnerável e propensa ao colapso. Além disso, o aumento descontrolado de novos casos, leva ao surgimento acelerado de novas variantes genéticas mais transmissíveis e adaptadas ao seres humanos, que se espalham para o resto do país e do mundo. Uma estratégia para conter esse fenômeno seria priorizar a campanha de vacinação em Manaus, no entanto, os efeitos só serão observados a longos prazos, por isso, é importante manter as medidas de prevenção, como o distanciamento social e uso de máscara”, relata a farmacêutica.

Norte como prioridade

Rodrigo Silva defende ainda que Manaus e demais cidades do Amazonas deveriam receber uma maior atenção no plano de imunização do governo.


 

“O ideal seria que todo o país recebesse a vacina de forma conjunta, mas acredito que isso não será possível no momento, logo uma priorização das cidades mais acometidas pela COVID-19 deveria ser feita sim, não só Manaus, como também outras cidades do interior do Amazonas”, defendeu.

Inspeção nas seringas

No dia 10 de janeiro, o governador Wilson Lima inspecionou, o estoque onde estão armazenadas as 440 mil seringas agulhadas na Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para a campanha de imunização contra a Covid-19 no estado. A Secretaria de Estado de Saúde no Amazonas (SES-AM) informou que até o final deste mês, chegam mais 1,5 milhão de unidades. 

Além das seringas, o Governo do Estado também tem em armazenamento kits de caixa térmica com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e demais insumos necessários que vão auxiliar as equipes de vacinação no interior.

O Governo do Amazonas também fez uma nova compra de 1,5 milhão de seringas, que devem chegar no mês de fevereiro. O governador ressaltou que esse trabalho tem sido feito em conjunto com os governos Federal e Municipal para aumentar a capacidade de atendimento da rede estadual de Saúde.


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