Sábado, 17 de Abril de 2021
Devolução do salário

Antes de exoneração, irmãs Lins depositaram salários recebidos em juízo

Devolução dos valores foi feita, segundo Advogada das médicas, “até que se decida quanto à regularidade da contratação e valores contratados”



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13/02/2021 às 10:59

A exoneração das médicas Isabelle Kirk Lins e Gabrielle Kirk Lins dos quadros da Prefeitura de Manaus foi publicado no Diário Oficial do Município do dia 12, que foi publicado neste sábado (13).

A exoneração das irmãs, que foram alvo de representação criminal por parte do Ministério Público por suspeita de peculato - quando há desvio de verba ou algo público para proveito próprio - é retroativa ao dia 4 de fevereiro. No mesmo dia, as irmãs registraram o pedido no Tribunal de Justiça do Amazonas para depósito em juízo dos salários recebidos no mês de janeiro pela Prefeitura de Manaus. 



“Assim, para evitar maiores dissabores, tendo em vista que a Ré efetuou, em 03.02.2021, o pagamento da primeira remuneração integral referente ao mês de janeiro/2021, no valor líquido de R$ 6.124,18 (seis mil, cento e vinte e quatro reais e dezoito centavos) para cada uma das Autora (doc. 1), faz-se necessária a consignação nesse Juízo de tais valores, até que se decida em definitivo quanto à regularidade da contratação e dos valores contratados, sem prejuízo do reconhecimento da efetiva prestação de serviços”, diz documento assinado pela advogada Gabriela Zani, do escritorio Maia Zani, de São Paulo.
No total, as irmãs depositaram, em conta do Tribunal de Justiça do Amazonas, R$ 12.248,36, pagos no último dia 10. Somente depois do pagamento, portanto, foi confirmada de maneira oficial a exoneração das irmãs da Prefeitura de Manaus.

Especialistas ouvidos pela reportagem consideram que o ato de devolver os salários configura a tentativa de exclusão do dolo - intenção - de cometer alguma irregularidade.

A exoneração das irmãs foi feita junto com outros cinco médicos que foram contratados pela Prefeitura de Manaus como gerentes de projetos e foram vacinados na UBS Nilton Lins contra a COVID-19. São eles: Carlos Augusto do Couto Valle Bonfim Borborema, , Manoel Charlete Pereira Júnior, David Louis de Oliveira Dallas Dias, Tatiana Mota Lotti,  e Carla Angelina Lima Ribeiro Frota. Todos também foram alvos da representação criminal do Ministério Público.

Exoneração e Vacinas

Em nota, a defesa das médicas afirmou que a situação de Isabelle e Gabrielle ficou “insustentável a partir do momento em que se passou a questionar a forma escolhida pela Prefeitura para a contratação dos mesmos, gerando um enorme mal estar e comprometendo o ambiente de trabalho. Diante de outras possibilidades de colocação, não havia porque Gabrielle e Isabelle permanecerem ali com todo o desgaste que se criou”.

Quanto ao recebimento da segunda dose da vacina, a defesa destacou que nem Isabelle e nem Gabrielle foram citadas na decisão da magistrada federal Jaiza Fraxe que proibiu determinados servidores de receberem a segunda dose por suspeita de que tenham ‘furado a fila’ das prioridades. “Esclarecem que não há ordem judicial que as impedisse de tomar a segunda dose. Pelo contrário, tomar a segunda dose é decorrência e obrigação de quem já recebeu a primeira, pois, do contrário, o imunizante não teria eficácia alguma, inviabilizando, dessa forma, o avanço no programa de vacinação”

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Jornalista de A CRÍTICA
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