Terça-feira, 03 de Agosto de 2021
Aumento de mortes

Alta na média de mortes por Covid-19 aproxima Amazonas de volta à fase vermelha

Amazonas registra 20 pontos na classificação de risco da pandemia. Já na última avaliação do dia 7 de junho, houve um aumento de 27,08% na variação do número de mortes nos últimos 14 dias



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11/06/2021 às 19:23

O Amazonas está a um ponto de voltar à fase vermelha no cenário da pandemia de Covid-19, de acordo com a última avaliação de risco da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) com base no dia 7 de junho, registrando 20 pontos na classificação. O salto de um ponto acontece em menos de 10 dias e eleva o alerta sobre o avanço da pandemia no estado. Caso o Amazonas ultrapasse 21 pontos nessa avaliação entrará na fase vermelha, tornando possível adoção de medidas de redução na circulação.

Conforme avaliação da FVS, o salto de um ponto na classificação se deu pela variação do número de mortes por Covid-19, que apresentou um aumento nos últimos 14 dias. Para se ter uma ideia, na última avaliação do dia 2 de junho, essa variação havia registrado uma queda de 8,86%, ou seja, o número de mortes nos últimos 14 dias passou de 79 para 72, acrescentando apenas 1 ponto na classificação, considerada de baixo risco.



Já na última avaliação do dia 7 de junho, houve um aumento de 27,08% na variação do número de mortes nos últimos 14 dias. Isso aconteceu devido ao salto de 48 para 61 na variação do número de óbitos no período avaliado. Esse aumento resultou em um acréscimo de 4 pontos, 3 a mais que ao da avaliação anterior, na classificação, agora, considerada de muito risco. 

Por outro lado, o Amazonas só não ultrapassou os 21 pontos e avançou para a fase vermelha no cenário da pandemia, porque houve uma redução de 23,45% na variação do número de casos de Covid-19 nos últimos 14 dias, ou seja, o número de casos variou de 290 para 222. Na avaliação anterior do dia 2 de junho, também houve registro queda neste indicador de risco, com uma redução de 8,54% na variação do número de casos da doença (de 246 para 225).

Outro fator que ‘freou’ o avanço para a fase vermelha foi o indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI que teve uma variação positiva nesta última avaliação de risco, se comparada com a avaliação anterior divulgada pela FVS. No dia 2 de junho, a previsão para esgotarem os leitos de UTI era de 25 dias. Já na última avaliação do dia 7 de junho, essa previsão aumentou para 36 dias. 

Apesar de esses dois indicadores apresentarem variações positivas nessa última avaliação, outros indicadores como a taxa de ocupação de leitos clínicos e leitos de UTI, mortalidade, incidência de casos e taxa de positividade para covid-19 (casos positivos) não sofreram alterações significativas, ou seja, não houve melhora nem piora na avaliação. E vale lembrar que, desde o início de maio está havendo um aumento na marcação de pontos final da classificação de risco. 

No penúltimo alerta emitido pela FVS, no dia 17 de maio, houve um salto de 16 para 19 pontos na classificação de risco e, nesta última avaliação, não houve uma redução de pontos, apesar dos indicadores com variação positiva, o que representa ainda uma tendência de crescimento. A classificação de risco é um instrumento para apoio à tomada de decisão na resposta à pandemia de Covid-19, constituída por uma matriz de indicadores divididos em dois eixos: capacidade do sistema de saúde e evolução da pandemia, conforme a FVS.  

Conforme a metodologia de cálculo do risco de transmissão da Covid-19, as fases recebem cores de acordo com a gravidade da pandemia representada em pontuação numérica: 0 pontos, risco muito baixo, fase 1 – vigilância; 1 a 10 pontos, risco baixo, fase 2 – amarela; 11 a 20 pontos – risco moderado – fase 3 – laranja; 21 a 30 pontos, risco alto, fase 4 – vermelha; mais de 30 pontos, risco muito alto, fase 5 – roxa.  O Amazonas se encontra na fase laranja, com 20 pontos e classificação de risco moderado.


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