Quinta-feira, 06 de Maio de 2021
Fraude nas vacinas

MPF investiga relatos de troca de vacinas por ouro ilegal

Ação ilegal estaria acontecendo na reserva indígena Yanomami, em Roraima



Sem_t_tulo_6360D116-A5D2-45E8-B9EA-EA4AEE1FCEFD.jpg Foto: REUTERS
16/04/2021 às 12:30

O Ministério Público Federal de Roraima (RR) está investigando denúncias de que ouro extraído ilegalmente está sendo trocado por vacinas COVID-19 na reserva indígena Yanomami, disse o Ministério Público na quarta-feira à Reuters.

Líderes indígenas da região amazônica reclamaram dos negócios e promotores afirmam que vão investigar as denúncias como parte de uma investigação já em andamento sobre o desvio de vacinas destinadas aos indígenas.



O Brasil vive atualmente uma das piores ondas da pandemia de coronavírus que qualquer país já sofreu, e seus povos indígenas estão entre os mais vulneráveis.

A Associação Hutukara, que representa o povo Yanomami, sinalizou a questão ao Ministério Público com o apoio do Instituto Socioambiental, uma organização não governamental.

A associação disse que um trabalhador de saúde no distrito de Homoxi deu vacinas a mineiros ilegais em troca de ouro. O trabalhador também vendeu gasolina e um gerador para os mineiros por ouro, disse a associação.

“Os Yanomami reclamam há muito tempo que materiais e remédios destinados à saúde indígena estão sendo desviados para os garimpeiros”, disse Dário Kopenawa Ianomâmi da Hutukara em uma carta descrevendo as denúncias formais enviadas ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde.

Outro caso envolveu um trabalhador de saúde separado que encontrou mineiros à noite e lhes deu remédios em troca de ouro, disse a associação.

O Ministério da Saúde informou que recebeu a carta no dia 5 de abril e abriu a investigação.


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