CENÁRIO

Casos de Ômicron devem diminuir em fevereiro no Amazonas, diz especialista

Amazonas confirmou a circulação comunitária da variante com maior transmissibilidade. Diretor técnico da FVS, Daniel Barros, afirma que janeiro ainda deve ser de alta de casos

Michael Douglas
21/01/2022 às 20:43.
Atualizado em 08/03/2022 às 16:06

(Foto: Edu Prado/FVS)

A alta taxa de transmissibilidade da variante Ômicron deve fazer com que o Amazonas atinja o chamado ‘pico de casos’ de Covid-19 até o fim do mês de janeiro. Este alerta é feito pelo diretor técnico da Fundação de Vigilância em Saúde - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Daniel Barros, que em entrevista A Crítica, afirmou que a doença vem apresentando pelo mundo um padrão de altas taxas de transmissão seguidas por rápidas quedas nos números de casos.

“Se espelhando o que está acontecendo nos outros Estados e Países onde a variante está circulando há mais tempo, a gente percebe um padrão de que a curva de números de casos da Ômicron sobe exponencial e rapidamente, mas não tem uma duração tão longa, caindo rapidamente em poucas semanas. O que a gente [FVS-RCP] espera é que até o fim de janeiro alcancemos esse pico de número de casos, mas nas primeiras semanas de fevereiro comece a observar uma redução”, afirma Daniel Barros. 

Segundo o especialista, a alta taxa de transmissão da variante Ômicron é o principal fator para a explosão de casos da doença no Amazonas - que foi de 37 diagnósticos no dia 1º de Janeiro para 8.319 no dia 20. No entanto, fatores como questões climáticas e as próprias festas de fim de ano não são descartados deste cálculo.  

“Quando a gente fala de variação de número de casos, isso pode estar envolvido em muitos fatores: desde questões comportamentais da população até o nosso período chuvoso, que faz com que as pessoas se aglomerem em locais mais fechados, além da questão das festividades do fim de ano. Mas esses contextos já vinham acontecendo desde novembro, e esse aumento [de casos] não aconteceu nesse período, embora tenhamos observado algumas oscilações. Esse aumento exponencial, que observamos, a gente pode muito mais associar a entrada da Ômicron”, elucida. 

A redução no número de casos de Ômicron no Amazonas, segundo Daniel Barros, vai depender da disposição da população e de possíveis medidas de intervenção a serem adotadas neste período.

“O fato de começar a cair [o número de casos] como em outras ondas é porque quando a gente atinge um grande número de pessoas que já teve o contato com o vírus, essas pessoas não vão ter uma nova infecção, porque ela vai ter uma certa imunidade. Então, alcançando essa grande proporção de pessoas com a doença, reduz o número de indivíduos suscetíveis a ter essa infecção, o que naturalmente faz com que essa curva comece a cair”, finaliza.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
© Copyright 2022Portal A Crítica.Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por
Distribuído por