Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
Transporte Público

CNT sugere que dinheiro seja proibido em ônibus para evitar Covid-19

Medidas de prevenção contra o coronavírus são para uso no transporte público



WhatsApp_Image_2020-03-19_at_15.14.29_25C36548-72DD-4641-8727-9C40BF899EB9.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz – 03/03/2017
19/03/2020 às 18:10

Em carta enviada ao presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (18), a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) sugere uma série de medidas para minimizar os prejuízos ao setor causados pela pandemia de coronavírus. Entre as medidas sugeridas está a proibição de dinheiro nas catracas dos ônibus.

No ofício, o presidente da CNT, Vander Costa, sugere que os usuários do transporte público utilizem apenas o Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE), para evitar o uso de dinheiro como medida de prevenção contra a propagação do vírus.



Segundo Costa, a proposta visa minimizar o impacto econômico sobre a indústria do transporte e garantir a continuidade e eficiência das operações.

“Caso exista a decisão de severa limitação nos deslocamentos não essenciais, isso acarretaria na redução de quase toda a demanda de passageiros pagantes. Mas seria necessário manter o mínimo da oferta dos serviços para classes sociais sem outra opção de transporte”, explicou Costa.

Até o final de março a previsão na redução de passageiros pagantes pode ser de até 50%, devido a paralisação escolar e a flexibilização das atividades laborais, a exemplo de empresas que já adotaram home office.

Os impactos econômicos não são apenas em transportes urbanos, mas em todas as modalidades, tais como rodoviário, aéreo, ferroviário e aquaviário.

No transporte rodoviário houve uma redução na demanda entre 30% e 40%. Já no segmento por fretamento turístico, existe ameaça de suspensão temporária, devido ao cancelamento ocasional dos serviços por parte de empresas e órgãos públicos.

Entre outras medidas sugeridas pela CNT estão:

- Prorrogação do pagamento do INSS sobre o faturamento das empresas operadoras.

- Diante das seguidas reduções do preço do óleo diesel nas refinarias, verificar a existência de abusos que impedem que o consumidor final, sobretudo o transportador, tenha acesso ao combustível a preços menores;

- Postergação do prazo de pagamento dos tributos federais, incluindo os relativos à folha de pagamento, por um período de seis meses;

- Orientar as instituições financeiras para que posterguem o prazo do pagamento de parcelas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Crédito Direto ao Consumidor (CDC) por um período de seis meses, sendo refletido na cadeia financeira;

- Liberação de linha de crédito de longo prazo, com juros reduzidos, para suportar a queda de receita, até mesmo para utilização em capital de giro, junto ao Banco do Brasil, Caixa e BNDES;

- Passagens canceladas por usuários podem ser devolvidas em 12 meses;

- Suspensão temporária dos atendimentos de gratuidade e descontos a idosos, deficientes e jovens carentes, devido a exposição desse público a uma eventual contaminação.

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