Domingo, 19 de Setembro de 2021
CONCLUSÃO

Coquetel de anticorpos da AstraZeneca não evita sintomas de covid-19

Tratamento criado pela empresa foi 33% eficaz na redução do risco de as pessoas desenvolverem sintomas na comparação com um placebo, mas o resultado não é estatisticamente relevante



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15/06/2021 às 12:36

A AstraZeneca informou nesta terça-feira (15) que um teste de estágio avançado não conseguiu fornecer provas de que sua terapia de anticorpos (tratamento) protegeu as pessoas que tiveram contato com uma pessoa infectada com a Covid-19, um pequeno contratempo em seus esforços para encontrar um remédio para a doença que assola o planeta.

O estudo avaliou se a terapia (remédio), um coquetel com dois tipos de anticorpos, poderia impedir que adultos expostos ao novo coronavírus nos oito dias anteriores desenvolvessem sintomas de Covid-19.



A terapia AZD7442 foi 33% eficaz na redução do risco de as pessoas desenvolverem sintomas na comparação com um placebo, mas o resultado não é estatisticamente relevante - o que significa que pode ter ocorrido devido a um acaso, e não à terapia.

O estudo de estágio avançado, que ainda não foi avaliado pela comunidade científica, incluiu 1.121 participantes do Reino Unido e dos Estados Unidos. A grande maioria, mas não todos, não tinha o vírus no início do teste.

Os resultados de um subgrupo de participantes que não estavam infectados foi mais animador, mas a análise principal disse respeito aos resultados de todos os participantes.

"Embora esse teste não tenha alcançado o resultado clínico principal contra doença sintomáticas, ficamos otimistas com a proteção vista nos participantes de PCR negativo após o tratamento com AZD7442", disse Mene Pangalos, vice-presidente executivo da AstraZeneca, em comunicado.

A empresa está contando com estudos adicionais para reavaliar o destino do produto. Mais cinco testes estão em andamento para estudar o coquetel de anticorpos como tratamento ou na prevenção da doença. A Astrazeneca é a mesma empresa que criou, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina CoviShield, aplicada em 177 países do mundo, incluindo o Brasil. 


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