Sábado, 16 de Janeiro de 2021
Recuperação

Covid-19: Mãe pede aos médicos para não morrer, para poder cuidar da filha pequena

Ela passou dez dias internada em uma UTI



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14/01/2021 às 09:03

Aos 35 anos, Katiana gozava de boa saúde quando começou a sentir dores no corpo acompanhadas de tosse seca. Em pouco tempo os sintomas se agravaram e então passou a sentir dificuldade para respirar. Ela trabalha como auxiliar administrativo e foi no posto de trabalho que começou a sentir os primeiros sintomas.

"Achei que fosse uma gripe comum e tentei ficar em casa, fui ao médico no 6º dia, tomei remédio em casa mas não fazia efeito. Quando veio a falta de ar fui até a UPA da Cidade Nova. A falta de ar é desesperadora, de longe o pior sintoma e começa de uma hora para outra. Me transferiram direto para o hospital Delphina Aziz" relatou Katiana.



"O pior momento foi quando fui entubada, fiquei com muito medo e pedia aos médicos que não me deixassem morrer pois queria ver minha filha e minha mãe novamente. Fiquei 16 dias na UTI e quando acordei estava desorientada, não sabia que haviam passado tantos dias. Não lembrava de nada, só tinha os relatos das técnicas em enfermagem. Acordei no dia em que fariam a traqueostomia e não lembro de nada do dia de entubação" revela.

O apoio familiar é parte importante do processo de recuperação. "Pensava muito na minha família e em me recuperar rápido. Tenho uma filha de 2 anos e pensava nela, eu precisava viver pra cuidar da minha filha. Quando saí da UTI fiquei mais 10 dias, e depois fui transferida pro hospital beneficente portuguesa. Lá fiquei mais 13 dias, ao todo foram 43 dias no hospital. Na Beneficente Portuguesa cuidei da trombose, que ficou como sequela na perna esquerda.

"Não tinha nenhuma doença que tenha agravado meu estado. Ainda sinto muita dor no pé, fiz fisioterapia e preciso continuar fazendo. No dia da alta fiz uma surpresa pra minha mãe, minha família ficou muito feliz e eu só tenho a agradecer a Deus, aos amigos e família pela orações! A família é o nosso alicerce. Não sabemos o quanto somos frágeis diante dessa doença, hoje sei que tive uma nova oportunidade de vida", completou Katiana.


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