Quarta-feira, 04 de Agosto de 2021
Após importação negada

CPI deve convocar Anvisa e representante da Sputink V, sugere Zé Ricardo

Após a Anvisa recusar importação da vacina Sputnik V, e apontar falta de documentos, o deputado federal Zé Ricardo (PT) encaminhou hoje (28) ofício ao presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, sugerindo a convocação do diretor-presidente da Anvisa, e de representante da Sputnik V



jose-ricardo-wendling_secom-aleam_B9DBB03A-7128-45F6-AE3E-8F30E49D22CE.jpg Foto: Reprodução/Internet
28/04/2021 às 16:47

O deputado federal Zé Ricardo (PT) encaminhou hoje (28) ofício ao presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, sugerindo a convocação, em caráter de urgência, do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do representante da vacina Sputnik V, para esclarecimento acerca da recusa na importação do imunizante.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou esta semana o pedido de autorização excepcional para a importação da vacina Sputnik V, imunizante contra a Covid-19, produzido na Rússia. Os técnicos da Agência alegaram que não receberam relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade, além de não terem conseguido localizar o referido relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada. De outro lado, representantes da empresa dizem estar havendo decisões de cunho político.

“Desde o início da pandemia e a partir da apresentação das vacinas contra a Covid-19, o Governo Federal tem apresentado resistência quanto à aquisição ou mesmo o incentivo à produção dos imunizantes. Até o momento, quase 400 mil brasileiros já morreram nesta pandemia, sendo mais de 12,5 mil somente no Amazonas (um dos estados mais afetados), e outros 14 milhões foram infectados por esse vírus. É urgente vacinar toda a população e adquirir mais vacinas”, declarou Zé Ricardo.



Para piorar a situação, no dia de hoje, a população de Manaus foi surpreendida com a suspensão da aplicação da primeira dose, segundo informado, por determinação do Ministério da Saúde. Para o deputado, essa situação é um atentado contra a saúde pública, já que no atual processo de imunização da população da capital, pouco mais de 18% encontra-se vacinada com a primeira dose, de acordo com os dados de Secretaria Municipal de Saúde. “Um total descontrole e falta de planejamento dos entes federativos. A falta de vacinas já é uma realidade em várias cidades brasileiras e a recusa de importação de um novo imunizante precisa ser esclarecida com urgência”.

De acordo com o parlamentar, algumas situações envolvendo o Governo Federal demonstram a falta de interesse em adquiri ou produzir vacinas para imunizar a população. Em maio de 2020, o Brasil não aderiu ao ACT Accelerator, plataforma de cooperação internacional, envolvendo 40 países, para acelerar o desenvolvimento de vacinas e remédios contra esse vírus; só fez isso em setembro. Já em julho, recusou a compra de doses de vacinas da Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac. E, em agosto, rejeitou a proposta de venda de 70 milhões de doses de vacina, do laboratório americano Pfizer, alegando cláusulas abusivas do contrato.

“O Governo Bolsonaro contribuiu com as mortes no país e no Estado. Pelo seu negacionismo, incentivou às aglomerações e o não uso de máscaras; não comprou as vacinas em tempo hábil e não realizou campanha de imunização”, finalizou.

De acordo com o Ministério da Saúde, novas doses da vacina da Pfzier devem chegar ao Brasil nesta semana, mas não há data concreta para retomada da vacinação em Manaus.

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