CENÁRIO

Com preço alto da PFF2, manauaras enfrentam Ômicron com máscaras de pano

Manauaras lamentam preço alto de máscaras de proteção que são comprovadamente eficazes contra variante mais transmissível da Covid-19

Michael Douglas
26/01/2022 às 19:36.
Atualizado em 08/03/2022 às 15:59

(Foto: Junio Matos)

Com a recente terceira onda da Covid-19 no Amazonas, e a maioria dos casos sendo da variante Ômicron, a necessidade da utilização adequada de máscaras se tornou novamente evidente. No entanto, com as mais diferentes versões do produto no mercado, e as consideradas mais seguras tendo um preço mais elevado, a grande parte da população acaba tendo que optar pela economia.

Esse é o caso do autônomo Augusto Mendonça, que na fila de testagem para a Covid-19 no Studio 5, Zona Sul de Manaus, afirmou a reportagem de A CRÍTICA que desde o momento que precisou utilizar o produto, sempre teve que optar pela mais barata.

“Eu nunca comprei [máscaras] dessas mais sofisticadas, porque são muito caras. Vou dar R$ 10 em uma máscara? Já vi por aí umas que chegam até a R$ 50? Não né, não tenho como fazer essas graças. Mas uso de as de pano, tecido mesmo, lavo direitinho e assim a gente vai levando”, disse o autônomo Augusto Mendonça.

Atualmente, máscaras como a PPF 2 (construídas parcial ou totalmente de material filtrante que cobre o nariz, a boca e o queixo, sendo muito utilizadas por profissionais da saúde) e a n-95 (que contém um material que filtra partículas menores que os tecidos comuns e que possui um arame que permite uma melhor adequação ao contorno da área do nariz, minimizando assim as frestas e aumentando a proteção) são as consideradas mais seguradas do mercado. No entanto, em rápida pesquisa na internet, o preço desses modelos R$ 125. 

Tais valores para a compra de uma máscara, de acordo com outra entrevistada, estão fora da realidade da maioria dos amazonenses, que com isso acabam recorrendo as já tradicionais máscaras de pano. 

“Sempre estou trocando de máscara, mas é porque no meu trabalho me dão toda a semana um pacote cheio delas e dizem para a gente ficar trocando pelo menos duas vezes por dia. Nunca cheguei a usar essas mais sofisticadas, como as que meu chefe usa, são muito mais caras. Eu e minha mãe vamos utilizando as pano mesmo e até algumas que sobram do meu trabalho no fim da semana”, afirma uma assistente administrativa, que preferiu não ser identificada.

Fugindo de modelos como a PPF 2 e n-95, as máscaras mais utilizadas ainda são as de tecido e as cirúrgicas, que oferecem proteção, ainda que não no mesmo nível das demais. Para contornar isso, muitos optam pela utilização de duas máscaras destes modelos mais ‘populares’, visando assim aumentar a proteção contra o Coronavírus.

“Rapaz, hoje não, mas geralmente eu ando com duas máscaras no rosto. É mais chato que usar uma só, até pra respirar eu acho mais complicado, só que em lugares cheio de gente eu prefiro usar. Acredito que dê uma melhorada, que evite mais a Covid-19. É o que dá para fazer”, reafirma Augusto Mendonça.

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