Sábado, 24 de Outubro de 2020
BALANÇO

Em meio à pandemia, mortes por doenças respiratórias aumentam 126% no AM

Em relação às Sindromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), o estado registrou um salto de 4.050% no número de óbitos



show_mascara_257010D5-C704-4FAE-BE37-448ADD6292D5.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
27/04/2020 às 22:02

O Amazonas registrou um aumento de 126% no número de mortes por doenças respiratórias em 2020 em relação ao ano passado, se levarmos em consideração o período entre 16 de março e 27 de abril. O dado abrange os óbitos por Covid-19, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), pneumonia, insuficiência respiratória, causas indeterminadas e outras.

No mesmo período de 2019, o estado registrou 900 óbitos por causas respiratórias. Neste ano, foram 2.034 mortes, um número mais que o dobro do registrado no ano passado. Os dados são do fazem parte do novo módulo do Portal da Transparência do Registro Civil lançado nesta segunda-feira (27).



Os dados amazonenses vão na contramão dos registro nacionais, que apontaram um decréscimo de 17% nas mortes por doenças respiratórias nesse período.

Por outro lado, o Brasil apresentou crescimento de mais de 1.000% nos óbitos por SRAG. No Amazonas, esse número é ainda maior: o estado registrou crescimento de 4.050% nas mortes, o segundo maior aumento do país.

Outro dado que chama atenção no estado é o crescimento de mortes por pneumonia. Entre 2019 e 2020, os registros foram de 172 para 377, sinalizando uma escalada de 120%. No Amazonas, todos os indicadores apresentaram crescimento.

As estatísticas se baseiam nas declarações de óbito, documentos preenchidos pelos médicos que constataram os falecimentos, registradas nos cartórios do país.

Perfil

No Amazonas, a maioria das mortes por doenças respiratórias registradas tiveram como vítimas pessoas entre 60 e 69 anos de idade (447) ou entre 70 e 79 anos (451). Em relação ao gênero, a maioria era do sexo masculino (1.263).

Plataforma

Desenvolvido mediante padrões profissionais da área médica, o painel traz uma metodologia própria de contabilização das causas mortis. Seguindo os critérios hierárquicos das regras do Código Internacional de Doenças (CID-10), procurando-se classificar a ordem das causas de falecimento de modo a especificar a doença que levou o paciente a óbito. Desta forma:

•Condição 1: Quando na Declaração de Óbito (DO) houver menção de Covid-19, Coronavírus, Novo Coronavírus, considerou-se como causa Covid-19 (suspeita ou confirmada);

•Condição 2: Menção Síndrome respiratória grave, considerou-se como causa Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG);

•Condição 3: Menção de Pneumonia considerou-se como causa Pneumonia;

•Condição 4: Sepse como única causa informada, considerou-se Sepse;

•Condição 5: Insuficiência Respiratória como única causa informada, considerou-se Insuficiência Respiratória;

•Condição 6: Se o óbito não foi classificado em nenhuma das condições anteriores, considerou-se Outra Causa.

Prazos do registro

Mesmo a plataforma sendo um retrato fidedigno de todos os óbitos registrados pelos cartórios de Registro Civil do país, os prazos legais para a realização do registro e para seu posterior envio à Central de Informações do Registro Civil podem fazer com que os números sejam ainda maiores.

Isto por que a Lei Federal 6.015 prevê um prazo para registro de até 24 horas do falecimento, podendo ser expandido para até 15 dias em alguns casos. Portanto, o portal pode apresentar dados defasados em relação ao número concreto de mortes.


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