Domingo, 16 de Maio de 2021
Pandemia

Em nenhum lugar é tão preocupante para COVID-19 como a América do Sul

Brasil desperta preocupação especial de órgãos internacionais



54371712_401_535B00AA-89CE-41B8-8092-C369927702DA.jpg Foto: Reprodução / Internet
23/04/2021 às 09:07

A América do Sul é agora a região mais preocupante para infecções por COVID-19, já que os casos aumentam em quase todos os países, disse o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na quarta-feira.

"Em nenhum lugar as infecções são tão preocupantes quanto na América do Sul", disse a diretora Carissa Etienne durante uma entrevista coletiva semanal.

O Brasil viu o aumento mais impiedoso. Os cientistas prevêem que em breve ultrapassará o pior de uma onda recorde de janeiro nos Estados Unidos, com fatalidades diárias subindo para mais de 4.000 na terça-feira.

“A situação no Brasil é preocupante em todo o país”, disse o diretor de incidentes do COVID-19, Sylvain Aldighieri. “Nossa preocupação no momento é também com os próprios cidadãos brasileiros nesse contexto de serviços de saúde que estão sobrecarregados”.

O Brasil precisa ter acesso a mais vacinas COVID-19 agora e deve ser capaz de recebê-las por meio de parcerias globais, disse Aldighieri.

A OPAS pode estender sua ajuda aos estados brasileiros se solicitada, disse ele, acrescentando que já está ajudando no sequenciamento genético do vírus, aquisição de oxigênio e teste de coronavírus.

As unidades de terapia intensiva estão quase lotadas no Peru e no Equador, e em partes da Bolívia e da Colômbia os casos dobraram na última semana, disse Etienne, acrescentando que o cone sul também está experimentando uma aceleração dos casos.

Os Estados Unidos, Brasil e Argentina estão entre os 10 países com maior número de novas infecções em todo o mundo, acrescentou ela.

As Américas registraram mais de 1,3 milhão de novos casos de coronavírus e mais de 37.000 mortes na semana passada, disse Etienne, mais da metade de todas as mortes relatadas globalmente.

“Não podemos facilitar as intervenções sociais e de saúde pública sem bons dados e justificativas”, disse Etienne, acrescentando que desacelerar e interromper a transmissão “requer uma ação decisiva por parte dos governos locais e nacionais”.

Mais de 210 milhões de doses de vacina foram administradas nas Américas, disse Etienne.

Bolívia, Nicarágua e Haiti podem ser afetados pelos atrasos no envio de vacinas do Serum Institute of India, disse o subdiretor Jarbas Barbosa, mas a Organização Mundial da Saúde está apelando ao governo indiano para garantir os acordos de envio.




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