Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
DEDICAÇÃO

Empresas e instituições do AM se mobilizam para criar e fabricar respiradores

Parceiros trabalham no desenvolvimento de protótipos de aparelhos, que serão produzidos no Amazonas por pessoas acometidas pelo novo coronavírus (Covid-19)



show_photo_2020-04-01_10-02-12_D67C40E4-6B10-493C-BC6D-EB1D2F90179D.jpg Foto: Divulgação
05/04/2020 às 06:00

Será realizado amanhã o primeiro teste de um dos protótipos de respiradores artificiais para atender os pacientes em quadros graves de Covid-19 no Amazonas. A informação foi confirmada ao governo, na sexta-feira, pelo presidente do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

“Na segunda-feira (amanhã) esse aparelho vai estar testado e deve ser aprovado, passando pelos crivos dos órgãos fiscalizadores, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Ministério da Saúde; e seguirá para a linha de produção. Então, assim que tivermos a lista de insumos, vamos compartilhar com todos (indústria e comércio), para que possam viabilizar a produção”, afirmou o presidente da Cieam, após reunião com o vice-governador Carlos Almeida.



O equipamento é necessário para tornar possível o aumento na quantidade de leitos ofertados pelas redes pública e privada de saúde do Amazonas.

A criação de um modelo no Amazonas é um esforço conjunto entre empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e iniciativa privada, capitaneadas pelo Governo do Amazonas.

“O produto é do Amazonas. Então, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Fundação Paulo Feitosa, não têm medido esforços para poder ter esse produto pronto o mais rápido possível. Ele já está em um estágio muito avançado. Nós estamos trabalhando no ajuste fino agora, das questões de controle do aparelho, para que os intensivistas e os terapeutas possam utilizá-lo com segurança, junto aos pacientes que devam precisar”, detalhou Périco.

Mais cedo, o governador o governador Wilson Lima assinou um um termo de cooperação técnica para que a UEA e a Moto Honda da Amazônia desenvolvam um protótipo de respirador artificial para ajudar no enfrentamento da pandemia no interior, com início dos trabalhos ainda neste mês.

Especialistas e técnicos da indústria do Polo Industrial de Manaus e da academia trabalharão com o intuito de viabilizar um modelo de respiradores de transporte, que serão utilizados em pacientes que necessitem de suporte respiratório enquanto são deslocados em curtos e médios trajetos.

Com o potencial aumento de casos nas próximas semanas e pressão sobre o sistema de Saúde, a quantidade atual desses equipamentos preocupa as autoridades. O governador ressaltou que há neste momento uma dificuldade muito grande em adquirir insumos na área de saúde, sobretudo os respiradores que são utilizados na montagem das UTIs.

“O que nós estamos fazendo aqui é a assinatura de um termo de cooperação entre a UEA e a Honda para o desenvolvimento de um protótipo que, inicialmente, será fundamental para ser utilizado no transporte de pacientes do interior que podem ser agravados e também na construção de respiradores que serão utilizados nas UTIs para atender aqueles pacientes aqui na capital”, explicou Wilson Lima. O governador disse que a expertise da indústria e da iniciativa privada é muito bem-vinda nesse momento.

“A equipe de trabalho está engajada em absorver todo o conhecimento técnico sobre esses equipamentos e, claro, poder agregar o conhecimento da Moto Honda no desenvolvimento e fabricação de motocicletas para gerar uma contribuição efetiva à sociedade. Não é a nossa expertise desenvolver respiradores, mas tratando-se de uma causa tão nobre, empenharemos todos nossos esforços para a concretização desse projeto”, frisou o vice-presidente da Moto Honda da Amazônia, Julio Koga.

‘Nós temos condições de fazer aqui’

O vice-governador Carlos Almeida diz que o governo está buscando, de forma contundente, uma solução para que haja o acesso a respiradores no Amazonas.

“Só que estamos concorrendo com todo o Brasil. Diversas licitações que foram adquiridas pelo Brasil e pelo Amazonas acabaram sendo frustradas porque requisições, confiscos têm acontecido pelo Brasil e pelo mundo. As medidas estão sendo tomadas, até porque a nossa equipe de infectologistas demonstrou uma coisa muito clara: nós precisamos ter uma contingência para o recebimento dos casos que poderão se agravar”, frisou.

Ele declarou que a produção de respiradores no PIM será uma resposta ao País do que significa o Polo Industrial. “Essa não é só uma demonstração simbólica, mas é uma ressignificação do Polo, até com a forma estruturada, de forma vertical que existe nas nossas indústrias, como por exemplo a Moto Honda, que possui desde a fundição até a montagem. Nós temos condição de aqui fazer com que a solução desejada pelo mundo se torne concreta”, enfatizou Carlos Almeida, após reunião no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Zona Centro-sul de Manaus, na sexta-feira.

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