Quarta-feira, 30 de Setembro de 2020
ESTRUTURA

Empresas funerárias descartam colapso no setor por conta de pandemia

Representantes do segmento afirmam que criaram tarifa solidária por conta da Covid-19 e que o principal problema é a falta de vagas nos cemitérios públicos de Manaus



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12/04/2020 às 11:26

O Presidente das Empresas Funerárias do Amazonas, Fabrício Melo, contestou a declaração do prefeito de Manaus, Arthur Neto, de que o sistema funerário da capital está enfrentando um colapso em função do crescente número de mortos pelo coronavírus. A declaração foi dado à CNN na última sexta-feira (10).

“Garantimos que, se depender de nossas empresas, não teremos colapso. Sabemos das dificuldades dos cemitérios públicos, porém já contamos com crematório à disposição da prefeitura e do governo, assim como cemitérios particulares”, afirmou Melo.



Na opinião do presidente, a falta de estrutura física nos cemitérios públicos está deixando a população preocupada. Ele disse ainda que, nos últimos anos, tem acompanhado dezenas de reuniões para tratar da modernização do sistema como um todo

“Neste momento, em que falaremos de mortes de pessoas infectadas, precisamos de profissionais qualificados. Temos um portal com a Prefeitura, onde cerca de 20 empresas estão cadastradas e fiscalizadas para atender a população. Além disso, há o serviço SOS Funeral”.

Em contrapartida, o sindicato criou uma tarifa social para as vitimas de Covid-19. “Estamos de braços dados com a prefeitura e o governo para amenizar a dor das famílias enlutadas”, finalizou Melo.

Em entrevista o jornal A CRÍTICA semana passada, o proprietário da Funerária Viana, Manuel Viana, alertou para a falta de vagas nos seis cemitérios de Manaus. Ele usou como o exemplo a situação da cidade de Nova Iorque, epicentro da pandemia do coronavírus nos Estados Unidos, onde o poder público tenta implementar um plano emergencial para aliviar a crescente demanda em necrotérios e funerárias.
 
“Se o poder municipal não tomar providências, aqui chegará a este nível. Há dez anos alertamos sobre isso”, afirma Viana. “Só temos vagas no Nossa Senhora Aparecida. Se esquentar aqui, a previsão não é boa”.
 
“Na verdade não é o sistema funerário que está em colapso, e sim os cemitérios estão estrangulados. Estou recebendo mensagens perguntando se as funerárias estão ficando sem urnas, se não estão conseguindo mais atender as pessoas”, relata Viana.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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