Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
INTERNACIONAL

Espanha fecha boates devido ao aumento de casos de COVID-19

Em lares de idosos, que foram duramente atingidos por milhares de mortes durante a primeira onda, as visitas serão limitadas



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News thumb afp d084093c bf21 4ede 853c 0cfb6068260d AFP
14/08/2020 às 17:05

Fechamento de discotecas, restrições ao fumo nas ruas, um alerta para os jovens: a Espanha multiplicou, nesta sexta-feira (14), as medidas para tentar conter o aumento alarmante de infecções pelo coronavírus. 

Diante do agravamento dos casos - 3.000 novas infecções em 24 horas registradas tanto na quinta quanto na sexta-feira - o ministro da Saúde, Salvador Illa, apresentou uma série de medidas acordadas com as regiões do país, competentes em matéria de saúde. 



Como o contágio aumentou em julho, cada região tomou medidas, como confinamentos seletivos ou obrigatoriedade de uso de máscara em ambientes externos, algo já em vigor em toda a Espanha, mas agora as decisões são de responsabilidade de todo o país em conjunto. 

Com centenas de surtos, a Espanha, que lidera na Europa Ocidental em número de infectados com quase 343 mil, atingiu uma média de 111 casos por 100 mil habitantes nos últimos quatorze dias, frente a 33,6 na França e 17 no Reino Unido. 

Diante dessa situação, boates e demais casas noturnas serão fechadas, enquanto restaurantes e bares fecharão às 1h00, segundo o ministro Illa, sem especificar quando o pacote de medidas entrará em vigor. 

Não será permitido fumar nas ruas, a menos que se consiga manter uma distância de segurança de dois metros, decisão já em vigor na Galiza e nas Ilhas Canárias.

- Sejam "disciplinados" -

Destacando a proibição dos chamados “botellones”, encontros de jovens para beber álcool ao ar livre, Illa fez um apelo específico a eles para que sejam “disciplinados”. 

“Não podemos deixar de cumprir as medidas que decretamos juntos”, disse Illa. Várias regiões lançaram campanhas de conscientização juvenil, algumas usando imagens nítidas de pessoas em unidades de terapia intensiva (UTI) ou mortas. 

Em lares de idosos, que foram duramente atingidos por milhares de mortes durante a primeira onda, as visitas serão limitadas e os novos residentes terão que passar por um teste de COVID-19 para admissão. 

As regiões poderão realizar campanhas de testes nos grupos populacionais de risco e nos bairros e aglomerações particularmente afetados pela epidemia.


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