Estudo

Estudo aponta que, sem máscara, contágio pode ocorrer em menos de cinco minutos

O Artigo foi publicado pela revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) e divulgado no Brasil, pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem)

Portal A Crítica
25/01/2022 às 23:52.
Atualizado em 08/03/2022 às 15:59

(Foto: Divulgação)

Além de reforçar a eficiência da máscara facial na prevenção contra a Covid-19, um estudo concluído em novembro e divulgado em dezembro de 2021, pelo Instituto Max Planck, da Alemanha, apontou que pessoas não vacinadas, mesmo a três metros de distância de quem está transmitindo o coronavírus, levam menos de cinco minutos para serem infectadas, quando ambas estão sem o EPI (Equipamento de Proteção Individual).

O Artigo foi publicado pela revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) e divulgado no Brasil, pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). A presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira estomaterapeuta Karina Barros, destaca que a informação vem em bom momento, uma vez que o Amazonas enfrenta uma nova explosão de casos de Covid-19, nos últimos 17 dias, passando de cerca de 100 diagnósticos/dia, para quase 3 mil, um aumento preocupante, tendo em vista a disseminação da nova variante Ômicron.

“Reforçar esse alerta à população é muito importante, pois só a máscara, o distanciamento social e a higienização das mãos, podem evitar o contágio e o aumento nas internações, o que pode pressionar o SUS (Sistema Único de Saúde), causando sobrecarga nos atendimentos”, destacou.

O mesmo estudo também revelou que pessoas usando máscaras modelo N95, ajustadas de forma correta à face, teriam uma chance de contágio reduzidas a 0,1%, o equivalente a uma chance para cada mil. Além disso, apesar de mínima a probabilidade de contágio nesse cenário específico, ele só ocorreria após cerca de 20 minutos de exposição direta ao vírus, tempo quatro vezes superior ao de uma pessoa sem máscara.

Aos profissionais de Saúde que atuam na linha de frente, o uso dos EPIs é essencial para a proteção deles, de seus familiares, dos pacientes e para a boa continuidade dos atendimentos, uma vez que também evita baixas entre profissionais que atuam na assistência. “É um momento delicado, a partir do qual, contaremos com a expertise de quem já enfrentou duas ondas da Covid-19 no Amazonas. Por isso, proteger-se é algo prioritário”, destacou Karina Barros. 

A Associação Segeam é uma instituição prestadora de serviços especializados em diversas áreas da saúde no Amazonas. Entre elas, estão a de Urgência e Emergência – que inclui os principais prontos-socorros públicos da capital, Manaus – e a de obstetrícia, com atendimento em diversas maternidades vinculadas à SES (Secretaria de Estado da Saúde). “Por isso, o trabalho informativo e de orientação tem sido contínuo, assim como o apoio a colaboradores eventualmente infectados pelo coronavírus e que precisam de atendimento psicossocial e fisioterápico para reabilitação”, frisou.

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