Sábado, 16 de Outubro de 2021
Doação de vacinas

EUA doarão 500 milhões de doses de vacinas extras a países mais pobres

Até o momento, o governo dos Estados Unidos doou quase 160 milhões de doses para mais de 100 países



ap21029557273401_9EF095F3-A39D-4EDB-AA55-44AD1767EA74.jpg Foto: AFP
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22/09/2021 às 08:52

O governo dos Estados Unidos vai comprar e distribuir aos países com menos recursos 500 milhões de doses suplementares da vacina anticovid-19 da Pfizer - anunciaram fontes do governo americano nesta quarta-feira (22).

Desta maneira, Washington elevará para mais de 1,1 bilhão a doação total de doses.

O anúncio deve ser feito pelo presidente democrata ainda nesta quarta-feira em uma reunião de cúpula virtual sobre a luta contra a pandemia.

"É um compromisso imenso dos Estados Unidos. Para cada dose que administramos neste país até agora, estamos doando três doses para outros países", disse uma funcionária da administração americana.

As vacinas serão compradas a preço de custo e distribuídas por meio do mecanismo internacional Covax.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos doou quase 160 milhões de doses para mais de 100 países.

O encontro de cúpula desta quarta-feira deve reunir, de maneira virtual, funcionários de mais de 100 países, segundo as fontes americanas. Não foram divulgados detalhes sobre os participantes.

Durante a reunião, Biden deve apresentar seu objetivo para que cada país, incluindo os mais pobres, alcance 70% de sua população vacinada, antes da próxima Assembleia Geral da ONU, ou seja, dentro de um ano.

De acordo com o OurWorldInData, 43,5% da população mundial recebeu ao menos uma dose de vacina.

Impulsionado pelo ritmo de vacinação nos países desenvolvidos, este número esconde, porém, imensas desigualdades. Há países com menos recursos, nos quais apenas 2% da população recebeu ao menos uma dose da vacina contra o coronavírus.

"Esta reunião tem como ambição decretar o início do fim da pandemia", de acordo com fontes americanas. "Isto vai exigir muito trabalho", completaram.

A pandemia de covid-19 provocou mais de 4,7 milhões de mortes no mundo desde o fim de dezembro de 2019, conforme balanço da AFP feito com base em números oficiais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta, no entanto, que, se o excesso de mortalidade direta e indiretamente ligada à covid-19 for levada em consideração, o balanço da pandemia pode ser de duas a três vezes maior do que este total.

A OMS faz um apelo para que os países ricos distribuam mais vacinas às populações vulneráveis nos países mais pobres, antes da aplicação de doses de reforço em seus próprios cidadãos - algo contemplado pelo governo Biden.

O presidente democrata, que repete que os "Estados Unidos estão de volta", pretende fazer do país o líder no combate internacional contra a pandemia.

Ele precisa, porém, lutar contra as dúvidas - em alguns casos agressivas - que a vacinação provoca entre seus próprios cidadãos.

A covid-19 provocou mais mortes de americanos do que a gripe espanhola em 1918 e 1919, de acordo com dados publicados na segunda-feira (20) pela Universidade Johns Hopkins, uma referência no tema.

Mais de 678.000 pessoas infectadas com o novo coronavírus morreram nos Estados Unidos, de acordo com o balanço.




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