Sábado, 23 de Janeiro de 2021
Luto

Ex-coordenadora do CIMI, Edina Pitarelli morre vítima de Covid-19

Missionária estava internada no Hospital Delphina Aziz desde o dia 10 de novembro. Seu esposo, o jornalista José Rosha morreu no último mês também vítima da doença



Edina_Cimi_Regional_Norte_I_46A53769-4D4C-4BB5-9082-1B2E2094249C.jpg Foto: Divulgação
05/12/2020 às 18:36

Edina Margarida Pitarelli, de 56 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (04), em Manaus (AM) vítima de Covid-19. Seu esposo, o jornalista José Rosha morreu no último mês também vítima da doença. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte I lamentou a morte da missionária e ativista.

Ela estava internada no Hospital Delphina Aziz desde o dia 10 de novembro. "Aos familiares de Edina, o Cimi deixa toda solidariedade e apoio neste momento de dor", diz a nota divulgada pelo Conselho.

Natural de Boa Vista, no Paraná, Edina nasceu no dia 17 de outubro de 1964. Graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, iniciou sua vida missionária na Congregação Religiosa Servas do Espírito Santo, em Toledo (PR), passando por Rondônia, Roraima e, por fim, Amazonas.



Sua atuação sempre esteve ligada aos pobres, trabalhadores rurais e indígenas, atuando desde 1994 no Cimi onde chegou chegou a ser coordenadora do regional Norte I, que abrange Amazônia e Roraima. Sempre teve um cuidado especial com a atenção à saúde nas comunidades, recorrendo à medicina natural. Para isso fez cursos de Naturopatia e Homeopatia.

Sua vontade de ingressar no Cimi e se dedicar à causa indígena se concretizou com a ida a Roraima para integrar uma comunidade das Servas do Espírito Santo, que atuava com os povos indígenas Macuxi, Wapichana e Sapará na região de Amajari, integrando a Pastoral Indigenista da Diocese de Roraima.

A chegada de Edina ao Cimi Regional Norte I se deu em 2000, fazendo as duas etapas do Curso de Formação Básica nos anos 2001 e 2002 – processo formativo interno do Cimi destinado aos missionários e missionárias. O apoio da equipe indigenista de Amajari ao processo organizativo dos povos indígenas e a demarcação de suas terras provocou a reação violenta de fazendeiros da região.

Em 2000, Edina e Sirley Weber, ambas missionárias Servas do Espírito Santo, acompanhadas por indígenas, sofreram uma emboscada na ponte sobre o rio Ereu quando se dirigiam à comunidade indígena Ananás. Um grupo de aproximadamente 30 homens parou o veículo da Diocese em que viajava as missionárias e indígenas, fechando a ponte. Armados de paus e facões, subjugaram e ameaçaram as religiosas e os indígenas durante mais de uma hora. Por fim, atiraram a camioneta de cima da ponte e obrigaram o grupo a continuar o caminho a pé.

*Com informações do CIMI






 

 

Seguiremos com a luta e a esperança de Edina, J.Rosha e todas e todos que perdemos neste ano de muitas provações e dor. Se cuidem, cuidem de suas comunidades e aldeias: a pandemia e o governo Bolsonaro ainda não acabaram.

*Com informações do CIMI

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.