Sábado, 30 de Maio de 2020
PROTOCOLO

Governo descarta montar hospital de campanha na Arena da Amazônia

Hospital Delphina Aziz possui mais de 300 leitos dedicados ao tratamento da covid-19 no estado. 47 casos foram confirmados nesta terça-feira (24). Especialistas recomendam que as pessoas fiquem em casa



ARENDA_F99B91E3-908D-4C4D-8B6B-FBE5690ECB31.JPG Foto: Wikipédia
24/03/2020 às 15:11

A Arena da Amazônia está longe das intenções da Secretaria de Saúde estadual para funcionar como hospital de campanha contra a covid-19. Em transmissão ao vivo pelo canal oficial do Governo do Amazonas no Facebook, nesta terça-feira (24), a diretora-presidente da Fundação Vigilância em Saúde, Rosemary Pinto, descartou utilizar a estrutura, até o momento. Levantamento aponta 47 casos confirmados no estado desde o fim de fevereiro.

De acordo com ela, os leitos disponíveis nas Unidades Intensivas de Tratamento (UTI) da rede hospitalar no estado suprem a necessidade dos casos em tratamento pela Fundação Vigilância em Saúde (FVS-AM).  

“Hospitais de campanha dentro de estádios vai exigir um controle muito maior de infecções”, explicou a diretora-presidente da FVS-AM.

São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal já adotaram medidas para enviar centenas de pessoas para centros de triagem que devem ser montados nos estádios. O número de infectados no Brasil pela covid-19, deve ultrapassar a cifra de 2 mil pessoas nessa terça-feira (24), de acordo com o Observatório de Microbiologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Os demais estados estão tratando isso como resposta, pela incapacidade física que eles dispõe no momento. Então, pra nós, quer queira quer não, temos relação de vantagem em relação aos outros estados”.

Estrutura

O Amazonas possui mais de 300 leitos disponíveis para o combate a covid-19. O número representa uma estabilidade no sistema de saúde local, já que a evolução dos casos não acende o alerta para o improviso emergencial da utilização das estruturas de estádios, como a Arena da Amazônia, por exemplo.

A secretaria executiva adjunta de assistência especializada da capital, Daiana Mejina, afirmou que pode ser uma alternativa o uso da estrutura, no entanto, acrescentou que esse quadro não se encaixa no momento, e recomendou que a população fique em casa. "Pedimos que as pessoas fiquem em casa, é a melhor prevenção no momento", disse. 


 



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