Sexta-feira, 05 de Junho de 2020
MUNDO

Itália determina isolamento de moradores em razão do coronavírus

As medidas, anunciadas no fim da segunda-feira (9) pelo premiê Giuseppe Conte, ampliou os isolamentos já em vigor na região da Lombardia, no norte da Itália, e em províncias vizinhas, reduzindo o movimento de pessoas e fechando espaços públicos



GUGLIELMO_MANGIAONE_9DF9B503-786C-4790-9517-B24EE957284A.JPG Foto: Guglielmo Mangiapane
10/03/2020 às 10:30

A Itália acordou com ruas desertas nesta terça-feira (10) após o governo expandir medidas de quarentena para todo o país em uma tentativa de conter o pior surto de coronavírus da Europa.

As medidas, anunciadas no fim da segunda-feira (9) pelo premiê Giuseppe Conte, ampliou os isolamentos já em vigor na região da Lombardia, no norte da Itália, e em províncias vizinhas, reduzindo o movimento de pessoas e fechando espaços públicos.



“O futuro da Itália está em nossas mãos. Vamos todos fazer nossa parte, abdicando de algo pelo nosso bem estar coletivo”, tuitou Conte, encorajando as pessoas a se comprometerem individualmente.

Os italianos foram solicitados a sair de casa apenas em casos de trabalho, saúde e emergências durante pelo menos três semanas. Viajantes terão de preencher uma declaração com seus motivos e levá-la consigo.

Eventos ao ar livre, incluindo de esportes, foram proibidos, enquanto bares e restaurantes terão de fechar às 18h. Escolas e universidades permanecerão fechadas até 3 de abril.

“Toda a Itália está fechada agora” foi a manchete do jornal Corriere della Sera.

No decorrer do dia, as ruas de Roma estavam mais quietas que o normal. Moradores da cidade encontravam lugares com facilidade no metrô normalmente lotado durante o horário de pico matinal.

Pouco depois de as medidas serem anunciadas, consumidores correram para comprar alimentos e produtos de necessidade básica nos supermercados, fazendo com que o governo afirmasse que mantimentos estariam garantidos e pedisse para as pessoas não entrarem em pânico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou a resposta “agressiva” da Itália desde que os primeiros casos do vírus irromperam perto de Milão há cerca de três semanas, embora as perdas econômicas sejam grandes.

Na segunda-feira, a bolsa de Milão caiu mais de 11%, e os custos de empréstimos da Itália dispararam, revivendo os temores de que uma economia já à beira da recessão e que luta com a segunda maior dívida da zona do euro possa mergulhar em crise.


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