Terça-feira, 11 de Agosto de 2020
CUIDADOS

Máscaras com válvula não devem ser usadas sem viseiras, alerta especialista

Produto com a válvula permite a saída do ar expirado que, caso esteja infectado, poderá contaminar pessoas próximas



coronavirus-anvisa-recomenda-reutilizacao-de-mascaras-em-meio-a-pandemia_AAB1753E-CD38-4480-8CA4-14FD55848C73.jpg Foto: Divulgação
13/07/2020 às 13:27

Ao contrário do que muitos pensam, a máscara N95/PFF2 com válvula, ou produto similar, não pode ser utilizada como controle de fonte, pois permite a saída do ar expirado que, caso esteja infectado, poderá contaminar pessoas próximas. Por isso, a indicação é que ela seja utilizada junto à viseira, também conhecida como Face Shield. É o que aponta a Nota Técnica nº5, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde (MS).

O documento foi lançado em função da pandemia do novo coronavírus, que já soma quase 70 mil mortes no Brasil e 1,755 milhão de infectados. A Nota foi atualizado em 24 de junho deste ano.



A recomendação trata das orientações para a prevenção e o controle de infecções pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) em instituições de longa permanência para idosos. Mas, segundo a responsável pelo Núcleo de Educação Permanente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira Adriana Macedo Cabral, serve para todos que atuam na área da saúde.

Ela explica que, segundo a Nota Técnica, o uso da viseira serve como forma de mitigação para o controle de fonte. E em unidades de saúde públicas e privadas, a recomendação tem sido a mesma.

De acordo com Adriana, os enfermeiros e demais profissionais associados à Segeam, têm utilizado os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) simultaneamente, atitude que tem ajudado no controle às infecções hospitalares em geral.

“O uso do face shield ajuda, principalmente, a evitar a contaminação por gotículas e aerossóis, ou seja, aquelas que ocorrem pelo ar ou por contato com secreções tais como as oriundas da saliva, espirro, tosse e escarro”, destaca.

Os aerossóis podem se formar, ainda, durante certos procedimentos realizados por profissionais de saúde que atuam, em especial, nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), como a reanimação de pacientes com paradas cardiorrespiratórias, intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ventilação manual antes da intubação, coletas de secreções nasotraqueais, broncoscopias, etc.

A nota destaca que quando o profissional de saúde ou cuidador atuar em procedimentos com risco de geração de aerossóis, em residentes suspeitos ou confirmados de infecção pelo SARS-CoV-2, deve utilizar a máscara de proteção respiratória (respirador particulado) com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3).

A enfermeira também reforça que o uso de luvas, capotes, álcool gel 70% antisséptico, protetores de cabelo e sapatos, auxiliam na redução de contágio.

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