Quarta-feira, 28 de Julho de 2021
OPORTUNIDADE PERDIDA

Ministério da Saúde ignorou proposta de 160 milhões de doses da Coronavac em 2020

A informação foi confirmada pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (19) na sede do governo de São Paulo



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19/02/2021 às 15:05

O Ministério da Saúde (MS) ignorou uma oferta de 160 milhões de doses da Coronavac em julho do ano passado. A informação foi confirmada pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (19) na sede do governo de São Paulo.

De acordo com Covas, a oferta foi reiterada nos meses de agosto, outubro e dezembro; em todas essas vezes não obteve resposta por parte do MS. O presidente do Butantan ainda apresentou ofícios que comprovam seu argumento.



“Vamos colocar a responsabilidade em quem tem responsabilidade. Estão aqui os ofícios que foram encaminhados ao Ministério da Saúde ofertando vacinas. O primeiro em 30 de julho de 2020. Ofertamos nessa oportunidade 60 milhões de doses de vacinas prontas para entrega ainda em 2020 e 100 milhões para serem entregues em 2021. ansioso tivemos resposta. Fizemos novos ofícios com o mesmo teor em agosto, em outubro e em dezembro. A resposta saiu com a assinatura do contrato no dia 7 de janeiro”, informou Covas.

Segundo o contrato firmado entre o Butantan e o MS em janeiro, está prevista a entrega de 46 milhões de doses da Coronavac até abril, com a opção, exercida pela pasta em fevereiro, de mais 54 milhões de doses da vacina.

A declaração do presidente do Butantan foi em resposta à declaração do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, que atribuiu ao Butantan o atraso na entrega de doses da vacina aos Estados e municípios.

Conforme Covas, o Butantan já entegou 9,8 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde e que o atraso é devido a demora na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) vindo da China, que deveria ter chegado em janeiro, mas acabou chegando apenas no início de fevereiro, impactando nas entregas previstas para este mês.

O Ministério da Saúde ainda se pronunciou em relação às declarações do presidente do Butantan.


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