Sábado, 06 de Junho de 2020
MUVUCA

Movimento continua intenso em Manaus após decreto que fecha comércio

Reportagem flagrou lojas, feiras e comércios funcionando normalmente nesta terça-feira (24)



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24/03/2020 às 19:15

Carros, motos, pedestres e muita muvuca. O movimento foi intenso em algumas ruas da Zona Leste de Manaus nesta terça-feira (24), principalmente em áreas comerciais da cidade. 

Na feira do produtor, o movimento era intenso na manhã de hoje. Muita gente de máscara, mas sem o afastamento necessário orientado pelos especialistas. 



Floriculturas, lojas de vendas de carros, oficina , lojas de materiais de construção e muita gente na rua. Esse era o cenário da avenida Grande Circular na tarde de hoje. 

O movimento visivelmente diminuiu, comparado com a semana passada, mas muitos estabelecimentos ,segundo a dona de casa Cleide Silva, ainda estão abrindo.

"Eu vim ver se conseguia comprar alguma coisa no mercado e aproveitei para vir nas lojas. Eu sempre venho por aqui e percebi a mudança, mas tem muita gente na rua quando a gente compara com dias passados. Eu tenho receio, mas a gente tem que sair né. Para fazer as coisas que precisamos", disse antes de entrar em uma loja na avenida Altaz Mirin. 

Na avenida Penetração, próximo à feira do Mutirão, bairro Amazonino Mendes, pouca gente na rua e muitas lojas abertas. Algumas segundo comerciantes da área abriram pela manhã e fecharam à tarde após saber sobre o decreto do Estado proibindo a abertura de serviços não essenciais, divulgados no final da tarde de ontem. 

Naldo Souza, 55, tem a loja de artigos esportivos no local há três anos e disse que amanhã já não iria mais abrir o estabelecimento. 

"O movimento diminuiu muito. Hoje, eu abri porque muita gente abriu de manhã. Como já estava aberto, fiquei até o fim do dia, mas amanhã não tem mais como abrir, tanto por causa da proibição como por falta de movimento. As vendas já estavam complicadas por conta da ponte que foi derrubada e agora tem mais essa situação. Espero que isso passe logo e a gente possa voltar a nossa rotina, sem medo e com lucro novamente", falou o comerciante. 

Em outra loja, especializada em artigos de festas e roupas infantis, o movimento quase nem existe. As funcionárias ainda não sabiam se iriam trabalhar no dia seguinte. Bruna Figuiredo, 25, disse ter receio por conta da pandemia do coronavírus, mas que não tinha como deixar de trabalhar.

"Eu tenho uma filha pequena em casa e tomo todo cuidado quando chego em casa. Aqui, a gente usa máscara e higieniza as mãos o tempo todo. Em relação ao movimento, nem existe e a gente lamenta porque dependemos de comissão também. Aí fica complicado. Amanhã, nem sabemos se vai abrir por conta desse decreto. Mas estamos vendendo com entrega a domicílio para tentar driblar essa situação", lamentou.  

Calamidade pública

O decreto de calamidade publicado anunciado pelo Governador Wilson Lima, determinou algumas medidas econômicas e de prevenção à Covid-19. 

Entre elas, a suspensão, pelo prazo de 15 dias, do funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, assim como os destinados à recreação e lazer.

Segundo a medida, os estabelecimentos comerciais poderão funcionar, exclusivamente, para entregas em domicílio ou como ponto de coleta.

Apenas estabelecimentos que ofertem a venda de alimentos e produtos farmacológicos podem funcionar, mas com algumas restrições.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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