Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Covid-19

Omicron: chefe de vigilância da FVS orienta amazonenses sobre nova cepa

Embora não haja casos confirmados da nova variante no Brasil, a FVS orienta os amazonenses a fortalecerem as medidas de prevenção à covid-19



Omicrom_Manaus_2_EF9C22B6-BCC1-4E3C-8A99-31D040FFF175.JPG Os viajantes fazem fila em um balcão de check-in no Aeroporto Internacional OR Tambo em Joanesburgo, depois que vários países proibiram voos da África do Sul. Foto: AFP
27/11/2021 às 12:47

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) acompanha os desdobramentos da nova cepa de coronavírus descoberta no continente africano. Possivelmente mais transmissível, a omicron (nome da nova variante) já fez com que o governo federal feche as portas para seis países da África a partir da próxima segunda-feira (29).

 “O risco de surgimento de variantes do coronavírus continua real, assim como o que acabou de ocorrer no continente africano”, lembra o chefe do Departamento de Vigilância do órgão, Jackson Alagoas.



Embora ainda não haja casos confirmados da nova cepa no Brasil, o chefe do setor orienta os amazonenses a fortalecerem as medidas de prevenção à covid-19. O alerta é ainda maior para este período de fim de ano, quando são esperadas festas natalinas e de Ano Novo, mas também por coincidir com o inverno amazônico, quando doenças respiratórias costumam se espalhar com mais frequência.

“Independente dessas variantes, a forma de prevenção é a mesma. [Ocorre com] intensificação das vacinas, seja a primeira, segunda, terceira ou dose única. Além disso, o fortalecimento do uso constante de máscaras, do distanciamento social e das medidas de higienização das mãos. Assim conseguiremos evitar a transmissão dessa nova cepa ou de qualquer outra”, explica Alagoas.

Por que a variante preocupa?

Nesta semana a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a omicron – letra do alfabeto grego – como uma das cinco “variantes de preocupação”. Nesta lista está também a Gamma, encontrada pela primeira vez em Manaus, e as cepas Alfa, Beta e Delta. 

O medo desta nova versão do coronavírus encontrada na África está ligado ao fato de terem sido observadas mais de 50 mutações, algo nunca visto antes. Também segundo a OMS, evidências sugerem que a omicron causa “um risco aumentado reinfecção” e que houve “mudança prejudicial na epidemiologia da covid-19”. 

O imunologista Átila Iamarino fez uma análise do surgimento da nova cepa no continente africano. Segundo ele, é importante lembrar que “ninguém está a salvo até modo mundo estar a salvo”, se referindo ao fato de que as condições precárias de saúde na África e a baixa vacinação podem ter influenciado no surgimento da variante que agora preocupa o planeta. 

“Uma doença respiratória surgida no interior da China fica mais transmissível no Reino Unido, esgota oxigênio no Amazonas, aumenta a [taxa] de transmissão na Índia e agora se espalha oculta pela África”, escreveu o biólogo no Twitter, fazendo uma linha do tempo da evolução do coronavírus.

Omicron no mundo

Após o alerta da OMS, cerca de 32 países – incluindo o Brasil – anunciaram restrições de voos para países da África. Os principais são África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. 

Um caso associado à nova variante já foi identificado na Bélgica e outros dois no Reino Unido. A Holanda investiga 61 casos suspeitos de infectados que estavam em um voo vindo da África do Sul. E a Alemanha também suspeita de casos da doença em seu território.


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