Segunda-feira, 14 de Junho de 2021
"Fora de controle"

Onda de mortes de COVID-19 do Brasil deve superar a pior onda recorde dos EUA

Especialista classifica a situação do Brasil como “fora do controle”



Sem_t_tulo_5BC000E2-620F-4995-9EFB-2C059D19DF2A.jpg Foto: REUTERS
06/04/2021 às 10:22

O aumento brutal de mortes de COVID-19 no Brasil em breve ultrapassará o pior de uma onda recorde de janeiro nos Estados Unidos, subindo bem além de uma média de 3.000 mortes por dia, prevêem os cientistas, à medida que novas variantes contagiosas sobrecarregam os hospitais.

O número total de mortos no Brasil acompanha apenas o surto nos Estados Unidos, com quase 333.000 mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, em comparação com mais de 555.000 mortos nos Estados Unidos.



Mas com o sistema de saúde do Brasil em um ponto de ruptura, o país também pode ultrapassar o total de mortes nos Estados Unidos, apesar de ter dois terços da população, disseram dois especialistas à Reuters.

“É um reator nuclear que desencadeou uma reação em cadeia e está fora de controle. É um Fukushima biológico ”, disse Miguel Nicolelis, um médico brasileiro e professor da Universidade Duke, que acompanha de perto o vírus.

O presidente de direita Jair Bolsonaro tem resistido ao uso de máscaras e bloqueios que os especialistas em saúde pública consideram necessários. O país parou no ano passado enquanto o mundo corria para garantir vacinas, retardando o lançamento de um programa nacional de imunização.

Com medidas fracas e falhando no combate ao contágio, os casos e mortes de COVID-19 no Brasil estão se acumulando mais rápido do que nunca. Por outro lado, uma ampla campanha de vacinação nos Estados Unidos está reduzindo rapidamente o que tem sido o surto mais mortal do mundo.

Nicolelis e Christovam Barcellos, pesquisador do instituto médico brasileiro Fiocruz, estão prevendo separadamente que o Brasil poderá superar os Estados Unidos tanto no total de mortes quanto no recorde de média de mortes por dia.

Já na próxima semana, o Brasil pode bater o recorde norte-americano da média de sete dias de mortes, prevê o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington. A média dos EUA para mortes diárias atingiu o pico de 3.285 em janeiro.

A previsão do IHME não vai além de 1º de julho, quando projeta que o Brasil pode chegar a 563.000 mortes, em comparação com 609.000 vítimas nos EUA esperadas até então.


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