Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020
SAÚDE

Plataforma oferece atendimento voluntário a pacientes suspeitos de Covid-19

Missão Covid já conta com mais de 600 médicos cadastrados e 11 mil pacientes, entre atendidos e agendados



miss_o_covid_297D67A9-7A6A-42E9-8FA9-585610A1D0E4.JPG Foto: Divulgação
14/04/2020 às 17:13

A plataforma Missão Covid tem conectado, gratuitamente, médicos voluntários a pessoas com dúvidas sobre o coronavírus ou que apresentem alguns sintomas e não sabem se devem ou não se dirigir ao hospital. Em atividade desde o dia 23 de março, a plataforma sem fins lucrativos conta com 600 médicos cadastrados e 11 mil pacientes, entre já atendidos e agendados. 

Fundada pelos médicos Leandro Rubio, Raphael Brandão, pelo especialista em inovação digital Cristiano Kanashiro, e por Carlos Franchi Junior, executivo de tecnologia da informação, a iniciativa não tem fins lucrativos e busca mais médicos voluntários para auxiliar nos atendimentos. 



Até o momento, 10,8% dos pacientes atendidos foram encaminhados para unidades de saúde. Destes, 41,9% tinham a hipótese diagnóstica da Covid-19. 

“Obviamente que se o paciente apresentar sinais e sintomas que indiquem avaliação médica presencial, ele será orientado a ir ao hospital”, explica o cardiologista Leandro Rubio. 

“Já atendemos brasileiros na Austrália, Estados Unidos e Europa. Até o momento atendemos brasileiros em 64 países”, diz Rubio. “A estrutura de saúde em outros países é extremamente cara ou não está dando o suporte necessário para a situação. Também atendemos muitos pacientes dos grupos de risco que estão totalmente isolados”, completa. 

A orientação médica por telemedicina visa não sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde pública e particular durante a pandemia do coronavírus, por isso é realizada de forma remota e virtual. 

Segundo o médico, são nesses momentos de crise que a colaboração e a humanização fazem toda a diferença. “Nós queremos e vamos entregar assistência e impactar a saúde do nosso país nesse momento tão importante”, conclui.

Sobre os bots online que realizam testes em que a pessoa pode checar se está ou não com o novo coronavírus, Rubio afirma que eles não são atestados por nenhum estudo ou instituição. "Além disso, nada substitui o contato humano", diz. 

“Estamos utilizando um projeto de inovação para diminuir o impacto no sistema de saúde brasileiro. Temos uma grande missão voluntária e humanitária de ajudar a população brasileira, por isso focamos todo o nosso time no funcionamento dessa plataforma nas últimas semanas”, completa Cristiano Kanashiro, CEO da GO.K.

Presente em todo o país, é possível ver um exemplo de atendimento no Instagram @missaocovid.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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