Domingo, 01 de Agosto de 2021
VACINAÇÃO

Prefeitos do interior podem contribuir e não apenas ouvir, protesta Associação

Jair Souto questionou a decisão da ampliação da cobertura vacina para a partir dos 50 anos apenas para região metropolitana: 'nos municípios é mais muito mais difícil remover paciente'



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17/02/2021 às 16:02

“Quem sabe sobre execução da vacinação no interior do Amazonas são os municípios e não o Governo Federal’.  Esse é o principal argumento do Presidente da Associação Amazonense dos Municípios, Jair Souto, para a entidade assinar  solicitações pedindo a saída do Ministro Eduardo Pazzuelo da pasta da saúde. “ O posicionamento da associação e de todas as federações do Brasil é acompanhar sempre a decisão da confederação”.   

Tal qual a CNM, o presidente Jair Souto concorda que não houve planejamento para realizar a vacinação e, com isso, os municípios do Amazonas estão sofrendo com falhas no processo de imunização de pelo menos 47% da população do estado que mora no interior do Amazonas.



“ Eu penso que poderíamos melhorar no geral. O Governo Federal deveria trabalhar de forma mais integrada com os estados e municípios. Eu acho que falta ouvir mais os municípios, discutir mais a política porque eu tenho certeza absoluta que, na execução de vacina quem entende é o município no Brasil. Se não ouve o município, não adianta”, ressaltou o presidente.

Jair Souto questionou a decisão da cobertura vacinal, a partir dos 50 anos, apenas para região metropolitana. “ Qual a diferença em não anunciar para o estado inteiro?? Se nos municípios mais distantes é muito mais difícil remover paciente, levar tratamento, cuidar das pessoas. De não ter estrutura de saúde adequada para o tratamento do Covid. Essa é uma das falhas: fazer a cobertura de 50 anos em todo o estado”, reivindicou Souto

Segundo o presidente existe duas estratégias para realizar a cobertura vacinal. “Em Manaus, seria chamar as pessoas em um determinado ponto e todos idosos vão. É só descentralizar, levar para os bairros. No caso do interior a cobertura vacinal não se faz chamando as pessoas. As prefeituras, geralmente, vão até as residências para fazer a vacinação. Existe um custo. É uma despesa extra”, disse Souto sem apontar o valor exato.

O presidente disse que existe um levantamento dos custos que já foi levado ao Ministério da Saúde. “Mas, o Pazzuelo nos informou que não tem condições de atender porque os municípios já recebem recursos. É uma despesa fora do nosso orçamento. E o que é mais importante dizer é que hoje, o município no interior do Amazonas está cuidado da atenção básica, média e alta complexidade porque o Estado não consegue receber os pacientes de média e alta complexidade. Além dos municípios terem que fazer o transporte extra, que não está no nosso orçamento de, por exemplo, de oxigênio. O fretamento de uma aeronave chega a, pelo menos, R$ 20 mil”, disse.

Jair Souto disse que os prefeitos foram chamados apenas para ouvir e, não contribuir “ Nós só precisamos entender que é preciso construir uma polícia que tenha eficiência e custo-benefício. Isso são os erros correntes que estão acontecendo no Amazonas. Tanto governo federal quanto estadual não discutem com o município. Me parece que tem um alinhamento com o prefeito de Manaus, mas não com os prefeitos do interior do estado”, disse.

O presidente disse que o vírus se expandiu para o interior de forma que não foi percebida. “Meu medo é a subnotificação desses casos que continuam acontecendo. Quero deixar claro que a nossa fala, a fala da Confederação não é de agressão e de desrespeito. Queremos construir um diálogo para salvar vidas. E não é só dinheiro, estamos falando de conhecimento e informação que é importante para o planejamento e execução”, concluiu.

Confederação pede saída de Pazzuelo por falhas na vacinação

Na última terça-feira(16) a Confederação Nacional de Municípios (CNM) pediu a saída do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, alegando falhas na vacinação contra a covid-19 no Brasil. A CNM considerou que a falta de interesse que o Governo Federal apresentou no processo de vacinação foi um dos fatores para a crise da Covid-19 no país,  por não ter realizado um planejamento para a aquisição de vacinas. “em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo ministério....É urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros", diz a nota


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