Domingo, 27 de Setembro de 2020
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Procuradora-Geral de Justiça demonstra preocupação com falta de leitos de UTI no interior

Em entrevista, Leda Mara Nascimento Albuquerque disse que os municípios do interior 'estão completamente desassistidos no que toca a leitos de UTIs'



show_sa_de_p_blica_107D8CCF-6AE7-43D7-9C52-EC4DD1CAD85C.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
15/04/2020 às 18:08

A Procuradora-Geral de Justiça do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Leda Mara Nascimento Albuquerque, demonstrou preocupação com a falta de leitos de UTIs nos municípios do interior do Amazonas.

Em entrevista à uma rádio local nesta quarta-feira (15), a chefe do MP-AM disse que os municípios do interior do Estado “estão completamente desassistidos no que toca a leitos de UTIs” e registrou que a instituição tem optado pela judicialização para garantir “uma alternativa” aos pacientes do interior acometidos pela Covid-19.



A Procuradora Geral afirmou que teve nesta terça-feira (14) a quarta reunião com o staff do Governo do Amazonas, com a presença do governador Wilson Lima (PSC), para tratar especificamente da falta de leitos e de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) no estado. 

“O grande problema hoje é que o sistema de saúde do nosso estado já não vinha bem e a situação ficou pior com a Covid-19”, sustentou Leda Mara. 

Segundo Leda, o MP-AM já instaurou ação civil pública no município de Parintins para garantir a criação de leitos na cidade. E adiantou que Manacapuru, município que tem 111 casos e 6 mortes, vai ser o próximo alvo de procedimento da mesma natureza. 

“Se essas pessoas tivessem uma alternativa nos seus locais de moradia, elas jamais aceitariam ser deslocadas do interior para a capital”, apontou. 

De acordo com o boletim divulgado nesta quarta-feira (15) pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), o número total de casos confirmados do novo coronavírus no Estado chegou a 1.554.

Dezoito cidades do interior do Amazonas já têm registro de casos. Manacapuru ainda lidera no interior com 111 casos, seguido por Santo Antônio do Içá, com 10 caos;  Itacoatiara, com 15 casos e  Iranduba, com 14 casos e 1 morte

Municípios polo

A Crítica mostrou no dia 8 de abril a dificuldade dos prefeitos do interior em obter insumos médicos e garantir recursos para o combate da Covid-19. À  época a principal preocupação da Associação Amazonense dos Municípios (AAM) era com o “estrangulamento da saúde” em Manaus.

De acordo com o presidente da AAM, prefeito de Maúes, Júnior Leite, o protocolo de saúde no interior para os pacientes que apresentam quadro grave do novo coronavírus é “estabilizar e mandar para a capital”.

Conforme o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM), secretário de saúde de Tapauá, Januário Carneiro, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) havia combinado junto aos prefeitos e secretários de saúde do interior a possibilidade de criação rápida de  “municípios pólos com UTIs e UCIs”, mas Januário pondera que isso ainda não aconteceu por causa “de problemas graves na aquisição de equipamentos e insumos”.


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