Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020
PANDEMIA

Remédio anticoágulo australiano cria esperança de tratamento para Covid-19

O professor Shaun Jackson, da Universidade de Sydney e do Instituto de Pesquisas do Coração, está liderando uma equipe de pesquisadores que desenvolve um novo remédio anticoágulo para tratar de derrames



adobestock_remedio-18717341_B1ABB7BC-B4E5-4386-B576-E1DED5F7DEDD.jpeg Foto: Divulgação
12/06/2020 às 13:12

Um remédio experimental desenvolvido por um pesquisador australiano pode ajudar a evitar mortes de Covid-19 controlando a formação dos coágulos de sangue responsáveis por dificuldades respiratórias, falência múltipla de órgãos, derrame e infarto.

O professor Shaun Jackson, da Universidade de Sydney e do Instituto de Pesquisas do Coração, está liderando uma equipe de pesquisadores que desenvolve um novo remédio anticoágulo para tratar de derrames.



Cerca de três de cada quatro pacientes graves de Covid-19 em unidades de tratamento intensivo (UTIs) desenvolvem coágulos, e seu índice de recuperação é criticamente baixo, disse Jackson. A Covid-19 é a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

“Se nosso medicamento consegue controlar os coágulos, a falência múltipla de órgãos e a morte de muitos milhares de casos poderiam ser evitadas. Queremos pacientes de Covid-19 procurando caixas de lenço, não ligados a respiradores”.

Após testes de fase 1 bem-sucedidos em 72 pacientes saudáveis, agora os pesquisadores querem passar com urgência para testes de fase 2, verificando a eficiência e a segurança do remédio em pacientes de Covid-19 em estado crítico.

“Pode ser uma questão de meses antes de médicos de todo o mundo poderem usar o novo remédio anticoágulo para proteger pacientes com Covid-19, com o potencial de salvar milhares de vidas”, disse Jackson.

Há relatos de mais de 7,5 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus em todo o planeta, e mais de 420 mil já morreram, mostrou uma contagem da Reuters.

A Austrália relatou cerca de 7.300 casos e 102 mortes, e algumas partes do país afirmam terem eliminado o vírus.

Jackson disse que os testes de fase 2 do remédio, que é administrado por via intravenosa, terão que ser feitos no exterior porque não existe um número suficiente de pacientes em estado crítico ligados a respiradores na Austrália.


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