Quinta-feira, 06 de Maio de 2021
RECUPERAÇÃO

Saúde do cacique Raoni evolui para quadro satisfatório

O líder indígena, de aproximadamente 90 anos, 'apresentou uma melhora do quadro clínico', indicou o Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, no estado do Mato Grosso.



000_1VE8J0_CFEE52D9-2B2D-4132-A2AF-57955190B7A7.jpg (Foto: Carl de Souza / AFP)
News thumb afp d084093c bf21 4ede 853c 0cfb6068260d AFP
21/07/2020 às 15:45

O cacique Raoni Metuktire se recupera de forma satisfatória dos seus problemas gástricos e intestinais, e pode receber alta até o final da semana, informou nesta terça-feira (21) o hospital onde o líder indígena está internado desde o último sábado.

O líder, de aproximadamente 90 anos, "apresentou uma melhora do quadro clínico", indicou o Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, no estado do Mato Grosso.



"Com a pressão arterial controlada, o cacique passou a noite bem, sem febre e está lúcido e orientado", e os médicos trabalham "com a possibilidade de alta até o final de semana conforme evolução clínica e resultados de exames", informou o doutor Douglas Yanai em boletim médico. 

Raoni, que viaja por todo o mundo para alertar sobre a destruição da Amazônia e as consequências disso, recebeu pela manhã a visita do bispo Don Canício Klaus, da Diocese de Sinop, informou o boletim.

O líder indígena foi hospitalizado na última quinta em Colíder, tendo sido no sábado levado a Sinop, onde o diagnosticaram com úlceras gástricas e uma infecção intestinal. Os exames para a COVID-19 resultaram negativo.

Os sintomas começaram no final de junho, após a morte de sua esposa, Bekwyjka, que faleceu por causa de um derrame cerebral. 

Familiares de Raoni contaram ao Planète Amazone, que coordena a campanha internacional do cacique, a morte da esposa que vivei ao seu lado por mais de seis décadas deixou seu emocional profundamente abalado. 

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o poder no Brasil em janeiro de 2019, Raoni redobrou suas alegações de ataques a povos indígenas. 

Em entrevista recente à AFP, o cacique acusou Bolsonaro de querer "tirar proveito" da pandemia do novo coronavírus para promover projetos que ameaçam os povos indígenas, que têm um histórico de vulnerabilidade a doenças externas. 

Mais de 16.000 indígenas foram infectados e 543 morreram com o novo coronavírus, segundo a Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o que tem amedrontado os 900.000 indígenas que vivem nas diferentes regiões do país.


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