Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021
Vacinação

Vacina contra a Covid-19 pode chegar à rede privada em 2022

Prioridade é o abastecimento na rede pública



vacina_58C6A29E-B511-42B1-A09E-069B49938CE7.jpg Foto: Reprodução / Internet
05/12/2020 às 11:59

As vacinas contra covid-19 que poderão ser aplicadas pela rede pública de saúde em determinados grupos em 2021, já causam ansiedade na população brasileira. Amazonenses que estariam dispostos a pagar para serem imunizados vão ter que esperar pelo menos até 2022 para conseguirem adquirir a vacina pela rede privada.

O presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, informou que não existe previsão para a chegada da vacina em clínicas particulares.



“Não existe qualquer previsão de abastecimento de vacinas contra a Covid-19 para o mercado privado, pois toda a produção mundial está dedicada ao pleno atendimento do governo. Entretanto, é preciso considerar que a comunidade científica não está medindo esforços para que os imunizantes sejam rapidamente aprovados, e que todo novo dia pode trazer alguma novidade”, comentou o presidente.

Geraldo Barbosa acrescentou ainda que as vacinas chegarão a rede privada no mínimo em 2022, pois os grupos de risco tem prioridade de demanda.

“Não existe qualquer previsão a curto prazo, e não se pode falar em abastecimento para o setor privado de vacinação, antes do segundo semestre de 2021/2022.

Cabe ressaltar ainda que toda e qualquer vacina só pode ser considerada após a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e que primeiro deve ser atendida a demanda dos grupos prioritários, o que já exige enorme quantidade de doses, que não são produzidas em curto prazo”, ressaltou Barbosa.

Expectativas

O analista de contabilidade de 32 anos, Miguel Souza, comentou que não medirá gastos em relação á aquisição da vacina contra covid-19. Segundo ele, é um esforço necessário.

“Não importa o valor, ou qual tipo de vacina. Assim que for aprovado pelas autoridades sanitárias. Eu irei correr atrás para comprar a vacina. Eu não pertenço aos grupos que serão vacinados de primeira. Então assim que sair na rede privada, farei questão de comprar a vacina para ficar imunizado”, destacou Souza.

Por outro lado, a arquiteta e urbanista, Marcia Christofoli, conta que apesar de possuir capital para aquisição da vacina na rede particular, opta por aguardar a chegada da imunização pela rede pública.

“Sim, eu tomaria a vacina. Aliás, sou super a favor das campanhas de vacinação pois entendo o quanto elas são necessárias e importantes em nosso cotidiano. Porém não pagaria, não por se tratar de valores mas, pelo simples fato de que pra mim, eu estaria usando o ‘jeitinho brasileiro’ pra levar vantagem sobre quem de fato e de direito mereceria receber esse imunização, como é o caso das pessoas da área da saúde, que estão na linha de frente do combate a essa terrível pandemia. Esperaria chegar a minha vez, mesmo sem saber por quanto tempo. E claro, continuando a me cuidar como já faço”, pontuou Christofoli.

Planejamento

Duas das maiores clínicas de atendimento hospitalar da capital amazonense estão na expectativa de adquirir estoque de vacinação contra covid-19. Porém, respeitando as diretrizes impostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS).

O Grupo Samel informou por meio da assessoria que aguarda uma posição das autoridades de saúde quanto à vacina. A rede hospitalar acrescentou ainda que continua fornecendo as demais vacinas para os pacientes.

“Assim que alguma vacina for, de fato, aprovada pela OMS e pelo Ministério da Saúde, a Samel não medirá esforços adquiri-la e criar um plano definindo uma quantidade exata de quantas vacinas irá adquirir. Quanto ao serviço de imunização, conforme informado anteriormente, a Samel possui uma Sala de Vacinas com todas as vacinas preconizadas pelo Ministério da Saúde, que é disponibilizada aos seus pacientes”, informou em nota.

Com mais de 6,5 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Amazonas. E assim como a Samel, a rede de saúde particular ainda não pode afirmar como serão os trabalhos de vacinação contra a covid-19. Porém, pretende atender todas as demandas solicitadas pelos pacientes,incluindo imunização para outras patologias.

Cronograma

Na última segunda-feira (1º), o Ministério da Saúde apresentou um esboço de como será o programa de imunização contra a covid-19.

A primeira fase será para trabalhadores da saúde, idosos acima de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivem em casas de repouso ou instituições psiquiátricas e indígenas. Em seguida, serão idosos de 60 a 74 anos.

A fase 3 inclui pessoas com comorbidades, como doenças crônicas. Na sequência, professores, trabalhadores de forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e detentos.

Preços indefinidos

Uma das dúvidas que ganham força neste momento é o preço de quanto sairá a vacina. Ao menos quatro vacinas tiveram os resultados de eficácia da fase 3 divulgados pelos desenvolvedores, o que parece abrir caminho para pedidos de registros junto às agências de saúde dos países e planejamento das primeiras vacinações.

Apesar de ainda não estar definido, estimativas dos laboratórios já apontam os possíveis preços das vacinas, que variam de R$ 20 a R$ 197 por dose.

A vacina Oxford/AstraZeneca que tem eficácia até 70%, segundo o laboratório, estima-se que será vendida por pelo menos R$ 20 (US$ 3 a US$ 4). Enquanto a Pfizer/BioNTech que possui 95% de eficácia, estará por volta de R$ 105 (US$ 19,50). Já a vacina chinesa Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac, em parceria com o Instituto Butantã de São Paulo poderá ser vendida por até R$ 55 (US$ 10,30).

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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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