Sábado, 26 de Setembro de 2020
declaração

Vai ser devastador quando o vírus estiver circulando em áreas de periferia, diz Wilson

Governo projeta grave quadro no sistema de saúde caso população afrouxe medidas de isolamento. Média de enterros em Manaus saltou de 30 para mais de 100 desde início da pandemia, em março



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17/04/2020 às 14:22

O Governador do Estado, Wilson Lima (PSC), disse que “vai ser devastador” quando o vírus “estiver circulando em áreas de periferia”, onde de acordo com ele, se tem um índice muito pequeno de assistência básica de saúde e de saneamento básico. A declaração foi dada na manhã dessa sexta-feira (17).

Wilson também afirmou que que pretende se reunir com Legislativo, Judiciário, além da indústria e o comércio para anunciar “a implementação de medidas mais restritivas” no combate ao novo coronavírus. Wilson Lima falou em estabelecer o uso obrigatório de máscaras, mas não adiantou parâmetros para adoção da medida.

Lima disse que a média de enterros subiu em Manaus, de 30 para mais de 100 enterros por dia. Registrou que o Amazonas está tendo subnotificação de casos da Covid-19. O Governador também relatou que ocorrem falecimentos em domicílios que não são verificados pela Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), e que os corpos são levados direto para o enterro.



“Já estamos tendo uma quantidade significativa de subnotificações, ou seja, pessoas que estão morrendo por Covid-19 porque a gente não consegue fazer a testação e nem a comprovação”, disse.

Wilson Lima reforçou a necessidade das pessoas ficarem em casa porque, segundo ele, “não existe outro caminho para evitar a disseminação do vírus”, usou o exemplo de Parintins onde medidas mais restritivas de isolamento social foram tomadas com algum sucesso, atualmente o município possui 11 casos da nova síndrome respiratória. 

Periferia

O chefe do executivo estadual disse também que “vai ser devastador” quando o vírus “estiver circulando em áreas de periferia”, onde de acordo com o governador, se tem um índice muito pequeno de assistência básica de saúde e de saneamento básico. Destacou que nesses locais há prevalência de pessoas que não tem uma rotina de ir ao médico e por consequente “são pessoas que podem ter algum tipo de doença crônica e ter o quadro gravado pela Covid-19”.

“É revoltante quando a gente vê pessoas que parece que a vida está seguindo normal como nada tivesse acontecendo. Gente, estamos diante do maior desastre do mundo. Talvez algo parecido tenha acontecido em 1918, com a gripe espanhola. Esse negócio é algo que não parâmetros , precedentes, protocolos, vacina, remédio e ainda não tem nenhum tratamento comprovado que possa diminuir os efeitos do vírus”, ressaltou Wilson Lima.

De acordo com o último boletim da FVS-AM, do total de casos de Covid-19 no Amazonas, 1.459 são em Manaus e 260 no interior.

Ao ser questionado sobre não ter chamado os concursados de 2014 da Susam (Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas), Wilson disse que está chamando “todo mundo que pode” e que tem uma preocupação com o “pós” crise.

“No momento que estou convocando concursados do Corpo de Bombeiros, não tem como voltar atrás depois que passar a pandemia, então estamos tendo todo o cuidado em relação a isso. Em relação aos concursados da Susam, acredito que seja de um cadastro reserva, estamos fazendo a contratação temporária de técnicos por três meses a fim de suprir a demanda”, explicou.


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