Sábado, 24 de Outubro de 2020
CONVOCADO

'Vamos apoiar e voltar', diz comandante da 12ª RM em Manaus sobre cargo no MS

Chamado por Jair Bolsonaro para ser o número 2 do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello garantiu que só ficará no cargo até que as coisas se acalmem



Gal-Pazuello_8A04E2C9-0386-4DFC-88F6-C147B52195DE.jpg Foto: Divulgação
22/04/2020 às 12:27

Após assumir a secretaria executiva do Ministério da Saúde a convite do presidente Jair Bolsonaro, o general Eduardo Pazuello, agora tido como número 2 na pasta da saúde, garantiu que ficará no cargo “até tudo se acalmar”. A declaração foi feita em entrevista para a jornalista Bela Megale nesta quarta-feira (22).

Eduardo Pazuello comandava ao menos 5 mil homens na 12ª Região Militar, em Manaus, antes de ser convocado por Bolsonaro. Segundo ele, integrará uma equipe de transição para ajudar o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, até que ele faça suas nomeações. Os dois se conheceram na segunda-feira (19) e foram apresentados no Palácio do Planalto. “Sou comandante de 5 mil homens na 12a. Região Militar, em Manaus, não tem general na gaveta, não. Vamos apoiar e voltar”, disse.



Perguntado sobre sua posição em relação ao isolamento social, medida criticada por Bolsonaro, Pazuello desconversou: “Não tenho esse processo decisório comigo, nem a visão do todo, estava comandando tropa até ontem”. Ele afirmou que sua nomeação e de integrantes de sua equipe devem sair até o fim desta semana.

Conforme Pazuello, o objetivo de sua convocação foi para que o novo ministro Teich não chegasse sozinho no ministério. “Temos que trocar a roda com o carro andando. Imagina um cara chegar sozinho numa situação como essa, com gente indo embora, e ele tendo que ter resposta para o combate ao coronavírus e ainda indicar pessoas para não sei quantos cargos. O presidente não pode colocar o cara sozinho, tem que colocar a equipe pra apoiar”, disse.

O general deve atuar na parte administrativa, realizando auditorias e “tendo cuidado para não fazer as coisas erradas”, segundo ele mesmo disse. Outras atividades como monitoramento, logística, apoio, necessidades de transportar medicamentos, coordenação com ministérios, também devem estar na mão de Pazuello. “A missão é com o ministro, ela não é dicotômica. E assim que ele conseguir selecionar as pessoas com quem vai trabalhar, vamos capacitá-las e ir tirando essa equipe de apoio”, afirmou.

“Vou ocupar o cargo até tudo isso se acalmar. O ministro Nelson tem que escolher toda a equipe. Ficaremos o tempo que for necessário, não tem data. Pode ser um, quatro meses. O meu compromisso com o presidente é ajudar no que for necessário, até tudo ficar redondo. Sou comandante da 12a Região Militar, não tem general na gaveta, não. Comando 5 mil homens na Amazônia. Vamos apoiar. Depois, voltamos”, declarou o general.

Ainda segundo o general, sua nomeação deve sair até o fim da semana e com ele, de dez a 12 pessoas devem vir para integrar sua equipe.

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