Terça-feira, 24 de Novembro de 2020
Paralisação

Zagueiro Guilherme Möller tem retorno aos gramados interrompido

Conheça a história do zagueiro do Fast, Guilherme Möller, que passou oito meses longe dos gramados por conta de uma grave lesão, e quando enfim, voltou a jogar, o futebol foi paralisado



WhatsApp_Image_2020-03-26_at_19.28.31_C1430D59-C059-4640-8564-40FC22CA4865.jpeg Foto: João Normando
26/03/2020 às 21:45

O tempo cura muita coisa, te ensina a perseverar. Os fortes não desistem, com a esperança de sua hora chegar. A hora chega, mas existem acontecimentos que surgem do nada e prolonga mais uma vez seus planos.

O zagueiro do Fast Clube, Guilherme Möller sabe muito bem disso. Afastado das quatro linhas por oito meses por causa de lesão, logo que se recuperou, fez sua sonhada volta aos gramados, entretanto, o Campeonato Amazonense 2020 foi encerrado em razão do Covid-19, frustrando mais uma vez o defensor do Rolo Compressor. 



No Tricolor de Aço desde o início da temporada 2020, Guilherme Möller Oliveira, com passagens  por Caxias-RS, Santa Cruz-RS, São Paulo-RS, Juventus-RS, Castanhal-PA e São Raimundo-PA, pela primeira vez defende um clube do Amazonas. 

A lesão

Sem histórico de lesão, Möller defendia a camisa do São Raimundo do Pará, ano passado, em um jogo diante do São Raimundo de Roraima, no mata-mata da Série D. O centroavante do time adversário dominou a bola e fez o giro, Möller antecipou e saiu jogando, o marcador deu uma tesoura e o pé de Guilherme ficou preso embaixo, com o peso do adversário o seu pé quebrou. O zagueiro sofreu uma gravíssima lesão, onde fraturou a fíbula, luxação no maléolo e rompeu os ligamentos deltoides do tornozelo, deixando-o oito meses longe do futebol. 

Os oito meses

No dia 17 de junho de 2019, o defensor de 27 anos,  fez a cirurgia referente a sua lesão e sua recuperação durou oito meses.  

“Foram oito meses difíceis, nunca tinha machucado, foi uma sensação que não tinha experimentado ainda. Todos os dias durante esse tempo, foi muita luta, enfrentando a dor, o medo, tudo que assombra com uma lesão complicada como essa. Mas, eu sabia que só dependia de mim para eu voltar o quanto antes”, disse o atleta interrompeu sua profissão, trocando os treinos por sessões de fisioterapia durante longos e tristes oito meses.

O recomeço no Fast

Compondo o plantel tricolor desde do início deste ano, Guilherme viu todos seus companheiros estrearem. Entre partidas e lances, aguardava seu momento, sua recuperação para dar seus 100%, o coração apertava, mas a perseverança deu resultado. Na abertura do segundo turno do Barezão, em um jogo contra o Amazonas, o grande dia tinha chegado e Möller, natural de Rio Pardo/RS,   relevou que a emoção em entrar no jogo foi como se tivesse jogando pela primeira vez. 

 “O sentimento de voltar foi uma emoção muito grande. Foi difícil conter a emoção no jogo, quando me dava conta que estava ali, eu me emocionava, era um sentimento de vitória, não só minha, mas de toda minha família. O Fast pode ter  paciência comigo durante dois meses treinando e fazendo fisioterapia, foi uma realização como eu tivesse entrando em campo pela primeira vez”, relatou. 

Frustação com o cancelamento do Barezão

Com a confiança conquistada junto ao técnico Wladimir Araújo, Guilherme virou capitão do Fast e atuou nas três rodadas de abertura do returno. Quando tudo parecia que estava fluindo, o Campeonato Amazonense foi encerrado por conta do Coronavírus, frustrando e atrapalhando a sequência do zagueiro, que viu mais uma vez seus planos ‘escorrerem pelo o ralo’.

“Quando paralisou o campeonato, achei que só seriam 15 dias, mas depois  ‘a ficha caiu’. Logo agora que eu voltei a atuar, consegui vencer essa batalha, ia ter sequência no campeonato, acontece uma coisa dessas, que me impede mais uma vez de jogar. Mas também não posso ser egoísta em pensar em mim, isso é uma causa mundial é necessário passar por isso. Cabe a mim, ficar treinando em casa, meus exercícios de amplitude de tornozelo que preciso fazer sempre. Sigo treinando e na hora que passar todo esse transtorno eu vou estar preparado para dar sequência na carreira”, finalizou o zagueiro que ainda se encontra em Manaus, fazendo seus exercícios em casa.

Repórter

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