Sábado, 16 de Outubro de 2021
FUTURO ELÉTRICO

89,7% dos entrevistados têm interesse na compra de um carro elétrico

A pesquisa SAE Mobilidade - Edição 2021 foi elaborada pela consultoria KPMG com o apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)



aaaaa_FF164032-485A-4963-8903-194F50EC3DCF.JPG
23/09/2021 às 16:54

Se tem um aspecto do cotidiano das pessoas que mudou drasticamente desde a chegada da pandemia no mundo, e no Brasil particularmente, é o jeito em que elas se deslocam pelas cidades, e os meios escolhidos para isso. 

Em primeiro lugar, a frequência de mobilidade foi reduzida em grande parte por causa das restrições implementadas para evitar o aumento dos contágios. As pessoas deixaram de usar qualquer tipo de transporte para ir ao trabalho, à escola ou faculdade, fazer shopping ou até ir para o médico, pelo simples fato de que tudo isso era feito -e continua a ser na maioria dos casos- desde casa.



Ao mesmo tempo, na hora de se trasladar pela cidade, muitos tentaram evitar o transporte público, pelo próprio temor ao vírus num conglomerado de pessoas. Esse fator foi um dos responsáveis, por exemplo, do boom de vendas de bicicletas, que registrou uma média de 34% de aumento no primeiro semestre de 2021 se comparado com o mesmo período do ano passado. O interesse pela ecologia, que também influenciou, se reflete na procura pelos carros elétricos.

Analisando estas mudanças, foi publicada a pesquisa SAE Mobilidade - Edição 2021 elaborada pela consultoria KPMG com o apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De acordo com os dados do levantamento, a maioria dos consumidores (89,7% dos entrevistados) gostaria que esses veículos elétricos estivessem disponíveis no mercado e fossem uma opção de compra. 

O uso da energia elétrica tem uma visão positiva no país quando se trata de mobilidade individual, como explica o sócio líder da KPMG para a indústria automotiva. Por uma parte, o consumidor brasileiro gosta muito da tecnologia, e os carros elétricos são uma inovação nesse sentido. Mas também o interesse pelo meio ambiente, a crise ecológica global e a poluição no ar que respiramos dia a dia são questões levadas em conta na hora de pensar em comprar um carro. O consumidor vem mudando a forma com que se relaciona com seu dinheiro, e está mais ciente sobre como usá-lo e quais produtos escolher.

A pesquisa também mostra que o custo dos carros elétricos continua sendo um dos maiores entraves para a sua aquisição. Esse é um dos pontos negativos deste tipo de produtos, e que tem a ver com a maturidade do desenvolvimento dele e sua presença no mercado. Também não é fácil contratar uma cobertura acessível pois, por enquanto, as companhias seguradoras de carro mais económicas e tradicionais ainda não oferecem apólices adaptadas às especiais características para este tipo de veículos.

O resto das desvantagens, na comparativa com os carros a gasolina, também estão ligadas ao fato de ser um produto relativamente novo. Ainda são poucas décadas de pesquisas e testes contra cem anos de uso dos combustíveis fósseis. Até agora, por exemplo, os elétricos não conseguiram atingir a autonomia dos modelos tradicionais, precisando do desenvolvimento de baterias cada vez mais eficientes, para carregar mais energia sem tornar seu peso num obstáculo para o uso nos carros.

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.