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‘A corrupção não terá trégua’, diz novo procurador-geral de Justiça do Amazonas

Carlos Fábio Braga Monteiro foi escolhido para chefiar o MPE-AM pela maioria dos membros da Casa e confirmado no cargo pelo governador José Melo 15/10/2014 às 11:20
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Fábio Monteiro (no centro da foto) tem 43 anos, iniciou no Ministério Público em 1996 e já presidiu a Associação Amazonense do Ministério Público
Janaína Andrade ---

O novo responsável por chefiar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Carlos Fábio Braga Monteiro, afirmou durante sua posse, ontem, que, na sua gestão como procurador-geral de Justiça, não haverá trégua para o crime organizado. O promotor deixa a coordenadoria do Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime-Organizado (Cao-Crimo), onde esteve desde 2011, para comandar o MP-AM pelo biênio 2014-2016.

“Não haverá trégua para a corrupção, o tráfico de drogas, os crimes de pistolagem, a criminalidade organizada dentro e fora dos presídios. Não haverá trégua aos transgressores da lei”, afirmou o novo procurador-geral de Justiça.

Na presença de autoridades como o governador do Estado, José Melo (Pros), do prefeito Artur Neto (PSDB), do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), Josué Neto, e o pai, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Josué Filho, da presidente do Tribunal de Justiça, Graça Figueiredo e da presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Socorro Guedes, Fábio Monteiro afirmou que o sonho cultivado ao longo de muitos anos, ontem, foi realizado.

“O sonho cultivado ao longo de muitos anos, não como um projeto pessoal, mas como um desejo de muitos que unidos e reunidos pelo mesmo ideal ansiavam por esta hora de oferecer nosso tributo a tão nobre missão. E assim se fez porque um grande número de colegas foi se reunindo a um mesmo ideal e trabalhando pelos mesmos propósitos, de tal modo que essa hora foi sendo edificada por muitas mãos, corações e cérebros”, disse. O novo procurador-geral agradeceu a confiança dos colegas.

“Quero dizer àqueles que cumprem as suas atividades ainda clamando por soluções que há tempos foram ofertadas, vencedores de muitos obstáculos, capazes de diagnosticar problemas, pensar soluções, discutir propostas, a todos a minha palavra de agradecimento e renovação de pedir para que nos mantenhamos unidos a serviço da mesma causa”, discursou o procurador-geral.

Fábio Monteiro agradeceu também, durante o discurso de posse, a postura que definiu como “elegante e democrática” do governador José Melo, ao optar por ele na lista tríplice.

“Vossa excelência teve postura ao escolher como procurador-geral de Justiça aquele que obteve maior votação dos membros do Ministério Público, mesmo estando livre constitucionalmente para escolher outro nome dentro da lista que lhe foi apresentada. E reafirmo a vossa excelência: todos possuem qualidades e valor para o exercício desta função, mas obrigado pela preferência por meu nome e por todo respeito demonstrado ao Ministério Público”, falou.

Cruz: ‘tive mais alegrias que tristezas’

Após passar o cargo para Fábio Monteiro, o ex-procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, disse que a palavra de ordem era ‘agradecimento’. “Agradeço a oportunidade. Tive mais alegrias que tristezas. Mas agradeço, não no sentido da palavra, agradeço de alma mesmo”,disse.

Cruz destacou que a escolha do nome do promotor Fábio Monteiro para comandar o MP-AM pelos próximos dois anos foi a mais rápida da história. “O governador me ligou, então eu levei a lista tríplice para ele e ele não passou nem cinco segundos para decidir. E ele me disse: ‘Chicão, eu vou escolher o mais votado’. E eu disse para ele: ‘Governador, o senhor é um democrata nato’, relatou.

O ex-procurador-geral agradeceu ainda a relação sempre, segundo ele, republicana, com o Governo do Estado. “Nunca o procurador-geral de Justiça levou um chá de cadeira, sempre houve uma relação de respeito, sendo assim provado que é possível conviver de forma harmônica”, elogiou.

Principais promessas da gestão Monteiro

Estruturar as promotorias do interior e da capital;Realizar concurso de oficiais para as promotorias de todas as comarcas;Nomeação dos agentes técnicos já aprovados;Realizar concurso para promotor substituto;

Instalar vinte promotorias na capital, com o objetivo de otimizar o serviço desenvolvido e movimentar a carreira dos promotores no interior, que hoje possuem pouca possibilidade de promoção;

Aprimorar a segurança institucional, dando maior proteção aos promotores responsáveis por ações polêmicas;

Investir em um setor de inteligência para investigar lavagem de dinheiro na capital e no interior do Estado;Investir nas coordenadorias, seja em equipamentos ou em gestão de pessoas, de modo que possam melhor servir aos promotores e procuradores do MP-AM.

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