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Cotidiano
CÂNCER

Detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento do melanoma

Luciana Fiorin Gimenez, 42, descobriu o melanoma em 2012. De lá para cá, já enfrentou metástases em vários órgãos, duas cirurgias e levantou a bandeira para informar outras pessoas sobre a doença 02/07/2017 às 05:00
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Foto: Reprodução Internet
Natália Caplan Manaus (AM)

Era apenas uma pinta. Mas se transformou em uma luta pela vida. Mãe de três filhos (de 10, 13 e 16 anos), Luciana Fiorin Gimenez, 42, descobriu o melanoma em 2012. De lá para cá, já enfrentou metástases em vários órgãos, duas cirurgias e levantou a bandeira para informar outras pessoas sobre a doença, na campanha “Eu senti na pele”, do Instituto Melanoma Brasil. A dentista é apenas um entre os 5,5 mil casos de câncer de pele diagnosticados por ano no País.

“Era uma pinta que já existia em minha mama direita. Percebi um crescimento rápido e uma mudança de cor. Estranhei e fui ao dermatologista. O médico cauterizou e disse que ia cair em uma semana, mas não caiu e começou a coçar. Fiz a retirada com um cirurgião plástico e foi diagnosticado o melanoma. Nunca imaginamos que vai acontecer com a gente. Tantas incertezas, insegurança e o desconhecimento da doença...”, lembra. 

Após a notícia, ela recebeu indicações de especialistas para iniciar o acompanhamento imediatamente. Por nove meses, Luciana recebeu tratamento e precisou ser submetida a uma cirurgia para a retirada de 29 linfonodos (gânglios linfáticos), dos quais cinco já haviam migrado para outras partes do corpo. Iniciou uma nova medicação imunoterápica, mas os efeitos colaterais a deixavam exausta.

“Era um tratamento de um ano, mas no segundo mês eu não consegui terminar, porque me deu arritmia. Passou um tempo e fui para a radioterapia. Apareceram metástases no fígado e começou a espalhar muito rápido: baço, alguns ossos, ovário... Iniciei outra imunoterapia e vi que as metástases continuaram aumentando. Depois, o oncologista me colocou na bioquimioterapia. Essa foi difícil para mim. Foram dias terríveis”, conta.

‘Um dia de cada vez’

Era uma semana de internação sozinha, na UTI, e duas semanas em casa para se recuperar dos efeitos colaterais. Com mais uma etapa finalizada, a dentista comemorou a melhora no abdômen. Porém, no exame de crânio, massas malignas no cérebro foram detectadas. A batalha continuou, desta vez, com um remédio via oral, que só iria surtir efeito por cerca de sete meses, segundo o especialista.

“O oncologista disse que tinha uma medicação nova. Deu tudo certo e me sentia super bem. Vivo um dia de cada vez e voltei a fazer o que eu sempre quis: trabalhar e cuidar dos meus filhos”, diz, ao ressaltar a importância de observar qualquer sinal suspeito na pele. “As pessoas precisam saber da gravidade do melanoma, pois a chance de causar metástases em outros órgãos é grande. Por isso, a prevenção e a detecção precoces são muito importantes”, finaliza.

*A repórter viajou à convite da Novartis.

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